Pneus de bikes viram mochilas e acessórios duráveis

Com o foco de transformar câmaras de bicicletas largadas em lixões e aterros sanitários em objetos duráveis, a empresa norte-americana Green Guru produziu uma linha de acessórios e mochilas feitas com o material reciclável.

O trabalho com os pneus de bikes começou quando Devidson Lewis, fundador da marca, trabalhou ainda jovem em uma loja de bicis consertando câmaras. Foi ali que ele percebeu que o material podia ser transformado em objetos criativos.

Estudou design e a partir das câmaras criou sua primeira linha de produtos. Hoje, utiliza em sua mistura upcycling outros materiais como roupas de mergulho, cordas de escalada, banners, barracas e roupas. Para o site greenUPGrader, ele contou sua ligação com o ciclismo e alertou para o número de pneus usados por um ciclista em um ano.

“Um ciclista ávido gasta em média três câmaras por ano. Nós não queremos que o esporte ambientalmente correto, que nós gostamos, adicione todos esses resíduos para o nosso mundo por isso estamos desviando este desperdício e transformando-os em uma solução duradoura”, explicou ao site.

Imagens: Green Guru

Produzida na Brasil a primeira bicicleta de plástico reciclado do mundo

Resistente, flexível e barata. Nosso parceiro Autossustentável (via Planeta Sustentável) apresenta a bicicleta verde-amarela de Juan Muzzi, que vem chamando a atenção de países como Estados Unidos, Alemanha, México e Paraguai.

Que tal uma armação de bicicleta produzida a partir de plástico de garrafas PET, embalagens de shampoo e peças de geladeira? Pelo menos a 2.500 pessoas essa ideia interessa. Elas estão numa lista de espera para adquirir uma bike de quadro reciclado que é fabricada, sob encomenda, em São Paulo. Essa bicicleta é mais resistente, flexível e barata. Isso porque o plástico não enferruja, amortece naturalmente e sua fabricação transforma resíduos sólidos em um novo produto.

A invenção é do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil. Ele estuda a fabricação desse modelo há doze anos, investindo dinheiro próprio. Há um ano e meio o molde final ficou pronto. A partir de novembro os primeiros exemplares serão distribuídos. “Tenho a patente da primeira bicicleta de plástico reciclado do mundo”, diz.

Para fabricá-las, Muzzi conta com o trabalho de algumas ONGs que recolhem sucata e vendem para uma empresa que granula o material. Os grãos são vendidos para a Imaplast, empresa de moldes que Muzzi dirige. Também é possível que o próprio interessado leve o material reciclável. No processo de produção, o plástico granulado entra em uma máquina e é injetado no molde de aço. “Cada quadro demora dois minutos e meio para ser fabricado e, se for feito só de PET, usa 200 garrafas”, explica o empresário.

A maioria das encomendas – elas devem ser feitas pelo site MuzziCycles – pedem os quadros, apenas. Cada um custa R$ 250. Mas também é possível comprar a bicicleta completa, que pode chegar a R$ 3 mil. Estados Unidos, Alemanha, México e Paraguai já demostraram interesse em encomendar magrelas de plástico reciclado. Um modelo infantil começa a ser produzido no ano que vem. E mais: “Em maio começamos a fazer um modelo de cadeira de rodas. Mas nesse caso vamos doá-las. A pessoa só terá de trazer o material plástico”, conta Muzzi.

Post publicado originalmente no Planeta Sustentável (via autossustentável)
Imagem por MuzziCycles

Que tal uma carona?

O excesso de veículos já é um problema global há anos. Uma das medidas que ajudam a melhorar o trânsito nas metrópoles é o sistema de carpool. É sobre essa atitude consciente que o Viva mais verde! fala no post a seguir.

O modelo atual de locomoção nos grandes centros está chegando ao colapso. Transporte coletivo disputa tempo e espaço com transporte individual. É ônibus lotado e em péssimas condições versus uma grande maioria de carros com apenas uma pessoa ao volante. Nesta situação, perdemos todos nós.

Na década de 70 começaram a surgir as primeiras iniciativas de “carona solidária” (carpool ou carpooling, em inglês). É o ato de se dividir os custos e esforço de locomoção em uma viagem curta ou longa entre pessoas. E é vantajoso tanto para quem possui o veículo, que reduz seus custos, quando para o caroneiro, que ganha em conforto e tempo ao concordar em dividir as despesas de viagem. Além disto, ganha também o meio ambiente: a promoção da carona em larga escala reduz a quantidade de veículos em circulação, a densidade do tráfego e, consequentemente, a emissão de CO2. Em algumas cidades, veículos com mais de 2 passageiros tem direito a andar em faixas exclusivas.

Se antes a organização de caronas era restrita a universidades e grupos de trabalho, com a popularização da Internet surgiram grupos e comunidades com abrangência local, municipal e estadual. O funcionamento é simples e basta um cadastro gratuito. Para quem é motorista, basta divulgar seus trajetos diários ou as intenções de viagem de final de semana em um sistema prático e organizado através de mapas. Para quem busca carona, as ferramentas de procura por trajetos e disponibilidade de vagas são intuitivas e fáceis de utilizar.

Segurança é um item sempre presente quando o assunto é carona, seja para oferecer ou pegar. As comunidades possuem mecanismos também similares às redes sociais, contando com recomendações, testemunhos e indicações de amizade.

O Viva mais verde! selecionou alguns serviços atualmente disponíveis, mas fique atento às regras de utilização e, principalmente, conheça um pouco mais sobre o motorista ou caroneiro antes da viagem.

TipCar
http://www.tipcar.com.br/

Carona Segura
http://www.caronasegura.com.br/

Carona Solidária
http://www.caronasolidaria.com/

Eco-Carroagem
http://www.eco-carroagem.com.br/

Conheça também a campanha “Vá de galinha!” do SOS Mata Atlântica.
http://vadegalinha.org.br/

Se você já utilizou estes serviços ou conhece algum outro, conte para nós nos comentários.

Post publicado originalmente no Viva Mais Verde
Foto: Mr. T in DC 

Ciclistas geram energia em sessões de cinema

eCycle apresenta o Cycle in-Cinema, uma experiência com bicicletas e cinema onde os espectadores geram a energia necessária para a reprodução do filme. Confira:

Não seria interessante ir ao cinema, pedalar e fazer bem ao meio ambiente? Bom, você pode pensar que é possível se locomover até o cinema de bike, mas o que o projeto Cycle in-Cinema propõe é que tudo isso seja feito ao mesmo tempo.

O Cycle In-Cinema é uma iniciativa parecida com a dos Drives In das décadas de 1950 e 1960, em que as pessoas iam com seus carros, estacionavam em frente às telas e de lá mesmo assistiam aos filmes. Só que no caso do projeto, toda a energia que é consumida para a exibição do filme é produzida pelo espectador em sua bicicleta. Chegando ao local onde será realizada a sessão, o ciclista conecta sua bike a um gerador e começa a pedalar, gerando a energia necessária para a exibição do filme.

Mas o barulho das pedaladas não atrapalha o áudio do filme? Os idealizadores do projeto também se preocuparam com essa questão. Todo o áudio da obra pode ser transmitido diretamente para o celular do ciclista, que poderá ouvir através de seu fone de ouvido.

Durante as sessões, os espectadores recebem dicas de como ter uma vida mais sustentável. No momento, o projeto ocorre no Pop-up Cycle In-Cinema, que está sendo realizado em vários locais do Reino Unido.

Post publicado originalmente no eCycle