Estúdio faz releitura da cultura guatemalteca em objetos de decoração e móveis

Criado por dois arquitetos, o Fabrica é um estúdio de design pequeno e multidisciplinar responsável pela releitura da cultura guatemalteca em objetos de decoração e móveis com ares contemporâneos.

Localizado na Guatemala, os profissionais utilizam apenas matéria-prima natural e disponível no país ou materiais recicláveis como tubos internos de pneus, sacos de café, latas de refrigerante ou pedaços descartados do próprio trabalho de construção das peças.

A dupla se dedica a retomar as artes e ofícios à maneira antiga e tradicional e reinterpretam o artesanato, como os tecidos coloridos e as bonequinhas tradicionais, em cadeiras, pufes, enfeites e outras obras.

Conheça o trabalho do estúdio aqui.

Imagens: Divulgação

Veja série artística de esculturas construídas com latas de comida

Canstruction é uma série artística de esculturas construídas com latas de comida. A mostra está exposta no World Financial Center, em Nova York e discute como usar as sobras de produtos recicláveis.

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Imagens: Inhabitat

Nourish: Cosmético eco-friendly e orgânico

No variado mundo dos produtos de beleza muitas marcas têm intitulado cosméticos como orgânicos, sustentáveis ou naturais. Com tanta oferta no mercado, muitas vezes, os consumidores questionam se realmente uma instituição é idônea ou verde. E sim, a dúvida é pertinente. Hoje, há uma variedade de empresas que usam o tema apenas pela publicidade.

No entanto, há marcas que já colaboram com o meio ambiente e com o consumo consciente há alguns anos e que realmente são responsáveis socialmente. Fundada há dez anos, a empresa norte-americana de cosméticos Nourish foi pioneira no lançamento de uma linha de cremes para o corpo feita com matérias-prima vegetais e livre de substâncias químicas.

Desde o seu lançamento, cada passo envolvido no processo de fabricação é pensado para ser eco-friendly. Uma grande variedade de produtos certificados pela USDA estão disponíveis. Cremes e sabonetes para o corpo, desodorantes, entre outros itens levam 100% de matéria-prima natural como frutas, verduras e extratos de plantas – cultivadas sem pesticidas ou herbicidas ou quaisquer outros produtos químicos que podem ser prejudiciais a sua pureza e qualidade.

Além do olhar cuidadoso com os cosméticos, as embalagens também merecem atenção especial. A Nourish tem implementado ideias originais para torná-las tão eco-amigáveis possível. Os tubos e frascos são feitos de polietileno de alta densidade e de PET, que são completamente recicláveis. ​​Não só os produtos utilizados para as embalagens são recicláveis, mas também 25% dos produtos que eles usam são de conteúdo pós-consumo.

No ano passado, a marca lançou uma nova linha de cosméticos aumentando a coleção de produtos orgânicos. Confira.

Imagem: Divulgação

Obra de arte interativa é capaz de gerar energia

Uma instalação criada pelo coletivo português Moradavaga tem mostrado que é possível pensar em novas formas de gerar energia sem precisar de muita tecnologia e dinheiro.

Exposta em Portugal, a obra, chamada de Swing, é feita de materiais recicláveis como paletes de madeira, cordas de cânhamo e peças de bicicletas descartadas e produz eletricidade com base no princípio da oscilação.

Para transformar o movimento em luz é preciso apenas balançar-se. É interessante ver os visitantes experimentando uma obra lúdica e ao mesmo tempo ecoeficiente.

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Imagens: Divulgação

Bolsas da Matt & Nat são feitas com matéria-prima ecológica

Nada de couro nas bolsas, a proposta da Matt & Nat é apresentar peças que usem apenas tecidos ecológicos e materiais recicláveis. A marca nasceu em 1995 com a intenção de explorar a dualidade entre design e preservação ambiental e há 17 anos exerce a prática de lançar produtos pensando na responsabilidade social.

Inspirada pelas texturas e matizes da natureza, a MN proíbe o uso de matéria-prima animal ou qualquer produto que prejudique o meio ambiente. A regra é usar materiais ecológicos, reciclados e upcycled. Para isso, utilizam garrafas de plástico nos forros das bolsas, além de artigos como a cortiça e pneus de bicicleta descartados.

Confira algumas bolsas da marca:

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Imagens: Divulgação

As Bicicletas Recicláveis da Guatemala

Em San Andrés Itzapa, uma pequena cidade no leste da Guatemala, Carlos Enrique Marroquin, voluntário e fundador da Associação Maya Pedal, recicla peças de bicicletas para criar liquidificadores, máquinas de debulhar milho, máquinas de lavar, entre outras utilidades domésticas que funcionam por meio de pedaladas.

Conhecidas como bicimáquinas, hoje são 19 tipos diferentes de “máquinas” inventadas desde seu primeiro protótipo em 1997. Todas com o olhar voltado para a preservação ambiental através da reciclagem e do funcionamento sem a necessidade de usar qualquer combustível ou eletricidade para gerar energia.

Carlos conta que além de ser um modo de produção barato e acessível, pode ser usado como meio de transporte também. “Nosso foco é ajudar principalmente as comunidades e as pessoas com recursos escassos para que elas possam produzir sem muito custo”, diz.

As bicimáquinas são bem funcionais. O modelo que trabalha como uma bomba de água, por exemplo, extrai até 30 litros de água por minuto e alcança poços de 30 metros. Já as bombas eletrônicas atingem apenas a profundidade de 12 metros.

Não há doações econômicas, a associação aceita apenas bicicletas ou peças para reciclar que vêm de instituições de países como o Canadá e os Estados Unidos. “Trabalhamos com o pensamento na sustentabilidade e somos uma ONG sem fins lucrativos. A ideia do projeto é ampliar os produtos para outros países. Estamos treinando voluntários e habilitando pessoas para montar as bikes em seus países”, conta Marroquin.

Construídas artesanalmente, em média são montadas apenas quatro bicis por mês. No entanto, em 18 anos de trabalho, Carlos e os outros voluntários do Maya já perderam a conta de quantas pessoas conseguem hoje trabalhar com mais eficiência por conta de suas invenções.

Por Marina Mantovanini (Projeto Contem)

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