Brinquedo polonês usa papelão reciclável para criar cidades

Criado pelo designer polonês Robert Czaijka, o Papierowe Miasto é um brinquedo com a mesma proposta do Lego: construir cidades. A diferença está na no material – ao invés de plástico é feito com papelão reciclado.

Disponível em três versões de cores, o jogo foi inspirado na vida suburbana da capital polonesa. Cada opção inclui uma variedade de itens como edifícios, veículos, árvores, lojas e pessoas. Todas as peças são impressas em diferentes cores, padrões e detalhes minuciosos como a colocação de um motorista dirigindo o ônibus.

A Cidade de Papel 1 é vermelha e azul e representa a periferia. A Cidade de Papel 2 apresenta o centro da cidade com elementos como estação de ônibus, restaurante, playground, terraço, loja de departamentos, monumento e mercado. Já a Cidade de Papel 3 tem coloração rosa e roxo e é extremamente feminina.

Imagens: Divulgação

Aprenda como utilizar restos de frutas que não podem ir para compostagem

O site eCycle ensina duas receitas para você reaproveitar cascas e restos de frutas ácidas que não podem ser destinadas para adubo.

Já vimos que composteiras não ficam legais com cascas de frutas cítricas. Isso porque esses resíduos são responsáveis por desequilibrar o PH da mistura de terra e prejudicar as minhocas. Com isso na cabeça, nossa equipe buscou algumas saídas para aproveitar esses restos e contou com a ajuda de um de nossos parceiros, Nadia Cozzi, especialista em bioculinária que nos ofereceu essas duas ótimas alternativas para incrementar o livro de receitas.

Geleia da casca do abacaxi

Se não podemos colocar a casca do abacaxi no composto, por que não fazermos uma geleia? É muito fácil de fazer e pode ser uma excelente novidade no lanche da tarde.

Para preparar, basta deixar a casca do abacaxi de molho na água por 12 horas. Em seguida, bata essa casca no liquidificador e coloque o sumo em uma panela. Adicione açúcar e mexa até engrossar. Depois é só resfriar e consumir.

Lasquinhas de laranja

Lasquinhas açucaradas de laranja também são uma delícia. A mesma receita funciona com limão, confira:

- Corte a casca da laranja em tirinhas e coloque em uma tigela. Cubra as lascas com água e troque o molho, constantemente, por quatro dias. Com o calor, é mais aconselhável deixar o recipiente na geladeira para conservar o alimento e tampado para não pegar cheiro cítrico nos outros alimentos.

- No quarto dia, escorra a água e adicione as lascas na panela com açúcar. A proporção deve ser de duas xícaras de lascas para uma de açúcar. Não é preciso adicionar água porque a própria casca solta líquido.

- Mexa bastante até secar as lasquinhas; retire a mistura do fogo e conserve em um pote fechado.

As lasquinhas de laranja são excelentes com café e chá. Experimente!

Post publicado originalmente no eCycle

Imagem: Nina Mathews

Pneus de bikes viram mochilas e acessórios duráveis

Com o foco de transformar câmaras de bicicletas largadas em lixões e aterros sanitários em objetos duráveis, a empresa norte-americana Green Guru produziu uma linha de acessórios e mochilas feitas com o material reciclável.

O trabalho com os pneus de bikes começou quando Devidson Lewis, fundador da marca, trabalhou ainda jovem em uma loja de bicis consertando câmaras. Foi ali que ele percebeu que o material podia ser transformado em objetos criativos.

Estudou design e a partir das câmaras criou sua primeira linha de produtos. Hoje, utiliza em sua mistura upcycling outros materiais como roupas de mergulho, cordas de escalada, banners, barracas e roupas. Para o site greenUPGrader, ele contou sua ligação com o ciclismo e alertou para o número de pneus usados por um ciclista em um ano.

“Um ciclista ávido gasta em média três câmaras por ano. Nós não queremos que o esporte ambientalmente correto, que nós gostamos, adicione todos esses resíduos para o nosso mundo por isso estamos desviando este desperdício e transformando-os em uma solução duradoura”, explicou ao site.

Imagens: Green Guru

10 dicas para deixar o seu armário ‘verde’

O blog Coletivo Verde, de Guilherme Negri, publicou as dicas da Fernanda Vasconcelos do Eco Trends & Tips com dez passos para deixar seu guarda-roupa mais verde. São dicas bem simples mas que podem fazer uma grande diferença. E mostram que ser um consumidor consciente pode ser bem mais fácil do que a gente imagina. Confira:

Planeje antes de comprar

Abandone as compras por impulso. Analise bem se aquela roupa ou acessório servem para você ou se é só uma vontade passageira. Assim você evita perder dinheiro e espaço em seu armário.

Ame suas roupas

Cuide-as com carinho. ‘Acidentes’ domésticos provocam pequenos desastres como manchas ou tecidos queimados. Se cair um botão ou tiver que ajustar um pouco, procure uma costureira e veja se há como reparar. Para os mais empolgados, é uma boa hora para aprender a lidar com linhas e agulhas.

Evite lavagem a seco

Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena. Procure lavanderias que trabalhem com “wet cleaning” ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas a mão, especialmente as de seda, lã e linho. Fique de olho nas etiquetas. Se você preferir recorte as orientações e cole em um pequeno caderno ou guarde em uma caixinha para conferir quando precisar.

Compre peças antigas ou usadas

Use a criatividade e tenha um estilo próprio. Busque em bazares, feirinhas, brechós, troca de roupas entre amigas. Vale tudo. Se tiver roupas ‘herdadas’ que possam ser interessantes, aposte. Acessórios antigos sempre funcionam Tenha cuidado para ver se tudo está ok. Peças antigas ou usadas podem estar danificada pelo tempo ou pelo uso. Dependendo, uma reforma resolve e ainda sobra espaço para uma boa customizada.

Lave bem

Tenha cuidado para não desperdiçar energia. Junte bastante roupa antes de lavar, para economizar na água, luz e sabão. Procure usar a temperatura mais baixa possível. Opte por alternativas naturais na remoção de manchas nos tecidos e produtos que sejam livre de fosfato e biodegradáveis. Se estiver procurando por uma lavadora nova, verifique se possui selo de economia energética (no Brasil, do Inmetro). A mesma dica vale para os ferros elétricos.

Vista orgânicos e tecidos com material reaproveitado

Os tecidos orgânicos e os desenvolvidos com materiais reaproveitados chegaram para ficar. Na opção do orgânico é possível escolher desde o algodão até a seda, certifique-se de que possui selo de autenticação (que identifica se a produção realmente é feita sem agrotóxicos). Os tecidos com materiais reaproveitados como o tecido PET são uma inteligente opção, fomentam o reaproveitamento de materiais como as garrafas pets e agregam ativos ambientais para a peça.

Encontre uma nova utilidade

Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo a sua volta e aproveite o que já existe para reinventar. A proposta está sendo cada vez mais abraçada por estilistas internacionais – chegando a ser desafio até mesmo para o pessoal do Project Runaway. Observe aquelas roupas e acessórios antigos e descubra potenciais fashion adormecidos. Caso não agrade a ideia, reúna o que não precisa mais e leve a entidades carentes. Se nós não encontramos novidade, outros encontrarão.

Investigue as origens

Nesse boom de novos tecidos, desconfie do mote ecológico. Como tudo na vida, o que aparentemente poderia ser a solução, pode ser um problema. Mantenha-se informado, converse com os donos de lojas e das marcas e faça escolhas conscientes.

Escolha roupas éticas

Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação. Procure saber onde ficam as fábricas das empresas que você compra. Muitas multinacionais utilizam abordagens de mercado que incluem maximizar o lucro e deixar de lado preocupações humanitárias, como a luta pelo fim da exploração de mão-de-obra infantil e escravidão (problemas comuns em países latinos, asiáticos e africanos).

Não desperdice

Não é porque aquele vestido não está na próxima tendência que ele merece ir pro lixo. Se for algo que de-jeito-nenhum-você-usará-novamente, venda, troque, doe. Há muita gente no mundo precisando de ajuda. Fique informado sobre ONGs e entidades que prestam auxílio a pessoas necessitadas. Colabore com movimentos de apoio a vítimas de catástrofes climáticas (como enchentes e tempestades). É uma maneira de amenizar as consequências do aquecimento global e motivar uma mudança.

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Post publicado originalmente no Coletivo Verde
Fonte: Eco Trends & Tips
Fotos: Abhiomkar

Moda e Sustentabilidade: Um Paradoxo

A desginer de moda Luciana Della Méa é colaboradora do blog Autossustentável. Neste post a designer trata da responsabilidade de empresas e indústrias na transição para uma sociedade sustentável na indústria da moda. Vale a pena conferir:

A busca por alternativas sustentáveis tem crescido dentro de empresas e por parte de governos, que está tratando a temática como uma oportunidade de negócio e, simultaneamente, como caminho para a sobrevivência. Segundo matéria divulgada na Revista Veja (2010, edição especial de sustentabilidade), o assunto ganhou visibilidade no século XX, mas, somente agora, o problema tomou proporções maiores. Fato que corrobora para que o mundo se mobilize de forma a conciliar esse conceito com a produção e o consumo, processos que caracterizam o progresso e crescimento. As empresas têm papel importante nessa mudança, já que adotam, ou não, atitudes que possibilitam novos processos produtivos, resultando em novos produtos e, por último, nova relação de consumo.

Ao tratar da responsabilidade de empresas e indústrias na transição para uma sociedade sustentável, é imprescindível citar a indústria da moda. Segundo Feghali e Dwyer (2004), a indústria têxtil é uma das atividades mais antigas e que emprega grande quantidade de mão-de-obra. Lee (2009) chama a atenção para os impactos dessa indústria que ficam ocultos nas extravagâncias das passarelas e nas novidades das vitrines. Esses impactos vão desde a exploração da mão-de-obra, à poluição consequente do uso de produtos químicos e tóxicos. Cabe, ainda, lembrar o uso de peles de animais para confecção de casacos e outros artigos de moda. A produção acelerada, com consumo desenfreado, transforma rapidamente esses produtos em artigos obsoletos, que serão destinados a outras pessoas ou então aos lixos e aterros. O surgimento das redes de moda fast-fashion e o processo resultante de encurtamento da vida útil das peças contrariam o contexto atual de preocupação ambiental. A oferta de uma moda mais acessível em termos de custo aumenta o consumo de peças e o consequente descarte, tudo em ritmo acelerado, funcionando como um círculo vicioso. O mercado fast-fashion pressiona a produção mais rápida para atender a demanda do consumidor por novidades. Essa produção, segundo Black (2008), se dá às custas da degradação ambiental e de condições de trabalho muitas vezes desfavoráveis, com salários injustos, para que o preço final do produto seja acessível. Enquanto a sustentabilidade sugere o ciclo de vida do produto prolongado, dentre outras definições, a moda caracteriza-se como novidade e mudança periódica.

Paralelamente a este cenário de moda rápida, poluente e exploradora, estamos vivendo em uma era na qual a indústria da moda, junto de outras instituições, direciona esforços para diminuir esses impactos causados no meio ambiente, seja através da reciclagem, de tecidos ecológicos ou de reaproveitamento. Os profissionais de moda têm procurado desenvolver produtos de forma sustentável, considerando a demanda de um consumidor consciente. Deve-se levar em conta o comportamento do consumidor, porque se não houver demanda e desejo pelo produto ou serviço, não há razão dos mesmos existirem. Assim, é fundamental que o consumidor tenha atração pelo produto ou serviço ecológico, pois é através da sua demanda que as empresas e governos irão direcionar esforços para conduzir suas atividades de maneira sustentável.

Feghali e Dwyer (2004) definem a Moda como um dos maiores negócios do mundo atualmente. Mas, esses negócios são pautados no aumento da produtividade e na oferta, cada vez mais rápida, de novos artifícios para atender a demanda do consumidor. Esse contexto se mostra contraditório aos critérios de sustentabilidade, já que estes pretendem aumentar a durabilidade do produto, conferindo-lhe maior tempo de vida, bem como pretendem promover o trabalho justo e economicamente viável.

Pensando em conciliar as duas realidades, de crescimento econômico e sustentabilidade, é preciso encontrar soluções promissoras que proporcionem este desenvolvimento através da indústria da moda. Para tal, é necessário mudar as formas de produzir, consumindo menos recursos, reaproveitando o que já existe, maximizando o tempo de vida dos produtos e consumindo menos energia. É fundamental dispor de criatividade, por isso a sustentabilidade é uma plataforma para inovação, já que exige a criação de novos processos, novos produtos e novas formas de consumo.

Alguns profissionais já têm seguido esse caminho sustentável, principalmente através do uso de tecidos ecológicos e pelo reaproveitamento de resíduos têxteis provenientes das indústrias. Hoje, a reciclagem de tecidos e a transformação de PET em fio, são alternativas sustentáveis da indústria têxtil. O estilista gaúcho Oskar Metsavaht é criador da Osklen, marca associada a projetos e parcerias sustentáveis com repercussão internacional e que utiliza tecidos ecológicos; a estilista gaúcha Anne Anicet tem o trabalho voltado ao desenvolvimento sustentável, reaproveitando resíduos têxteis das indústrias na confecção de novas peças; a Maxitex, indústria têxtil nacional, fabrica fios ecológicos, inclusive os reciclados de PET e algodão; o estilista Alexandre Herchovitch já fez uma parceria com a ONG Florescer reaproveitando roupas usadas, transformando-as em novas peças; a estilista Rita Wainer lançou uma coleção, também com o reaproveitamento de roupas usadas. Exemplos de iniciativas como essas têm crescido entre profissionais guiados pelo mesmo valor: sustentabilidade.

Para Schülte e Ferreira (2008, p.1): “A preocupação com a preservação do meio ambiente no desenvolvimento de produtos de moda ainda é muito incipiente, no que se refere ao Brasil e demais países.” Mesmo que a mídia venha apresentando casos de discussões referentes às ameaças da produção industrial, ainda é necessário, principalmente, conscientizar e educar o consumidor sobre a importância do consumo sustentável e as alternativas para tal.

Observações:
PET – Politereftalato de etileno – Polímero termoplástico resistente, utilizado na fabricação de garrafas de refrigerantes e água. Este material tem produção em grande escala, e após o descarte podem permanecer por muitos anos na natureza. Por sua propriedade termoplástica, pode ser reciclado diversas vezes, resultando no mesmo produto – garrafas -, ou outro, como por exemplo, roupas. A reciclagem de PET é uma alternativa para evitar a permanência do material no meio – ambiente, já que a produção é acelerada, a quantidade demandada é grande, e o descarte rápido e excessivo. O material, quando reciclado, tem sido utilizado para confecção de peças de vestuário, a partir das suas fibras misturadas com algodão.

Para dar vazão ao trabalho de estilistas engajados com a sustentabilidade, alguns espaços têm sido cedidos a fim de expor as novas idéias. O FIT (Fashion Institute of Technology), em New York, apresentou acervo de peças na exposição denominada Eco-Fashion: GoingGreen.

Post publicado originalmente no blog autossustentável por Luciana Fraga Della Méa.
Fotos por The Swap Team

Pesquisa lista 100 firmas mais sustentáveis do mundo

Jéssica Lipinski, colaboradora do Instituto Carbono Brasil apresenta os principais resultados do relatório da Corporate Knights, que colocou a dinamarquesa Novo Nordisk em primeiro lugar e a brasileira Natura na segunda colocação entre as empresas mais sustentáveis do mundo.

Na corrida para incluir a sustentabilidade entre as questões mais importantes do mundo corporativo, o Brasil está aos poucos alcançando uma boa posição entre as nações industrializadas. Pelo menos é o que indica o relatório Corporate Knights 2012 das 100 Corporações Mais Sustentáveis do Mundo. No documento, a brasileira Natura figura como segunda colocada, e outras duas empresas do país foram incluídas, indicando que o Brasil pode estar no caminho certo para a sustentabilidade empresarial.

O relatório, que já está em sua 8ª edição e é sempre apresentado no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, é desenvolvido pela Corporate Knights, firma canadense de mídia e de finanças dedicada à promoção de práticas corporativas responsáveis e ao desenvolvimento da sustentabilidade social e ambiental.

Para criar a classificação, a Corporate Knights trabalha com os rankings de outras três organizações – Global Currents, Inflection Point Capital Management e Phoenix Global Advisors –, que selecionam cerca de 400 empresas de uma lista de quase quatro mil.

A partir dessas 400, o grupo de pesquisa da Corporate Knights seleciona as 100 mais sustentáveis através de 11 critérios ambientais, sociais e de governança. Se esses critérios não são divulgados pelas empresas, elas são penalizadas e perdem pontos, o que pode acarretar em uma queda na classificação.

Embora admita que essa abordagem tem falhas, a Corporate Knights alega que ela ajuda a diagnosticar “maus comportamentos” em diversas áreas, e é capaz de mensurar o progresso em vários aspectos.

“Essa abordagem não é perfeita. Ela não compreende a contaminação de ecossistemas, grilagem de terras na África, táticas de lobby clandestinas ou mau tratamento de civis em outros países (ainda não, pelo menos). Mas podemos sempre lançar uma luz nas empresas que estão se comportando mal em diferentes áreas. O que a abordagem faz é estabelecer algumas regras básicas objetivas e transparentes para medir o progresso”, diz o relatório.

“Não há modelo perfeito para medir a sustentabilidade da mesma forma que nenhum modelo financeiro pode antecipar perfeitamente os movimentos nos preços das ações. No entanto, sentimos que nosso modelo é o mais sofisticado, objetivo e com abordagem de dados mais direcionada”, justificou Doug Morrow, vice-presidente de pesquisa da Corporate Knights.

“Se você pode pontuar objetivamente as companhias por critérios significativos e esses pontos puderem ser usados para influenciar forças de mercado, será possível desviar capital de firmas ineficientes e irresponsáveis para as mais produtivas e responsáveis”, acrescentou ainda Toby Heaps, presidente da Corporate Knights.

O primeiro lugar geral na lista ficou com a dinamarquesa Novo Nordisk, companhia de medicamentos que é líder mundial no tratamento de diabetes. Segundo o documento, o que levou a Novo Nordisk para o topo da lista foi a combinação entre a filosofia empresarial, o estímulo para reduzir a pegada de carbono e a venda de remédios com desconto para países pobres.

“O principal fundamento da Novo Nordisk é a linha tripla, porque é isso que está protegendo nossa licença para operar. Isso obriga todos na companhia não apenas a ver que nos tornamos um bom negócio – essa é a linha financeira – mas que fizemos isso de uma forma que é social e ambientalmente responsável”, comentou Lars Rebien Sorensen, presidente e CEO da firma.

A brasileira Natura foi a segunda colocada. Mas a empresa de cosméticos não foi a única do país a figurar na lista. O 61º lugar ficou com o banco Bradesco, e o 81º, com a Petrobras.

“Dentro de seu grupo industrial, a Natura se tornou a melhor em produtividade de energia, comparada ao ano anterior, quando era apenas a terceira melhor entre seu grupo industrial. Ela também se tornou a segunda melhor em produtividade de resíduos na avaliação deste ano, e estava entre as principais em 2011”, explicou Morrow.

Em relação aos países que mais apresentam firmas sustentáveis, o Reino Unido ficou em primeiro lugar, com 16 companhias. Em seguida, vieram o Japão, com 11 empresas, a França e os Estados Unidos, com oito cada um, e a Austrália, com sete. Entre as nações emergentes, o Brasil teve três firmas incluídas na lista, a Índia, a África do Sul e a Coreia do Sul, uma empresa cada , e a China, nenhuma.

Para Heaps, além dos investimentos maiores e em maior quantidade, a sustentabilidade nos países industrializados também é estimulada por regulamentações e pela maior transparência política e econômica dessas nações.

“A companhias europeias têm a melhor transparência globalmente, e as do Reino Unido mantiveram alguma distância da queda do euro que tem atormentado o continente, então os números de produtividade delas se mantiveram melhor do que os das empresas similares do continente.”

Apesar disso, o relatório indica que nos países emergentes, bem como no mundo todo, a sustentabilidade empresarial também está se desenvolvendo. “É possível que as companhias de alguns países estejam superando outras, mas a comunidade corporativa como um todo está fazendo mais do que há cinco anos. Os níveis de desempenho estão aumentando globalmente”, declarou Aron Cramer, CEO da BSR.

Nesse contexto, o documento alerta ainda que o papel das 100 empresas do ranking é importante, pois estimula o mesmo comportamento por outras companhias. “Em um ano em que Wall Street foi ocupada e o capitalismo se tornou uma palavra ruim, as 100 companhias globais servem como embaixadoras para um tipo de capitalismo melhor e mais limpo, que acaba por ser mais rentável”, concluiu Heaps.

Post publicado originalmente no Instituto Carbono Brasil
Imagem por Charamelody

‘Selo verde’ pode incentivar produção de sapato sustentável

EcoDebate, um dos mais importantes espaços na rede para a socialização da informação sócio-ambiental, publicou uma matéria bem interessante sobre o novo selo para a indústria calçadista sustentável. Veja:

Ainda neste primeiro semestre de 2012, o Laboratório de Sustentabilidade (LASSU) do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP, em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), deverá instituir um “selo verde” para as empresas calçadistas engajadas no conceito de sustentabilidade. O conceito de calçado sustentável pode ser aplicado a um produto que, ao ser fabricado, respeite os quatro pilares que formam a sustentabilidade (aspectos ambientais, econômicos, sociais e culturais) em toda a sua cadeia produtiva.

Segundo a professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do LASSU, para que uma empresa possa receber o selo, deverá apresentar processos sustentáveis nos quatro pilares da sustentabilidade. No aspecto econômico, um fator importante é o uso racional de matérias-primas, economia de água e energia, além de aspectos ligados a produtividade, tanto de colaboradores como das próprias máquinas. No ambiental, trata-se da não utilização de substâncias tóxicas, como o cromo, no amaciamento do couro, optando, por exemplo, pelo uso de tanino. Já o lado social traz questões como programas de saúde preventiva, segurança no trabalho, concessão de benefícios trabalhistas adicionais aos previstos por lei, como bolsas de estudo e incentivos à educação, além do não uso de mão de obra infantil. O aspecto cultural envolve questões como o quanto a empresa interage de forma positiva com a comunidade, desenvolvendo ações para preservar a cultura local.

Em um estudo realizado por pesquisadores da Poli e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, em parceria com a Assintecal, foi constatado que, apesar da aparência semelhante ao calçado comum, o preço do sapato sustentável seria, em média, de 20% a 25% superior aos modelos tradicionais, e este fator parece ser um empecilho para o consumidor adquiri-lo. Os resultados da pesquisa foram apresentados na Assintecal no último dia 25 de janeiro.
O custo deste sapato da linha verde é uma exceção: seu preço equivale a um produto não verde

Como soluções para a questão, os pesquisadores sugerem um trabalho de conscientização junto aos consumidores finais e a realização de parcerias com instituições com peso na área de sustentabilidade, como bancos que apóiem empresas com projetos sustentáveis. A concessão do “selo verde” será parte da estratégia.

A professora explica que em setembro de 2011 foi submetido pela Assintecal, junto ao MIT L-Lab (Programa de Liderança em Sustentabilidade), um projeto descrevendo os desafios de implantação e adoção do “selo verde”. “Projetos como este são enviados ao MIT por instituições de ensino e por empresas de várias partes do mundo e os alunos podem escolher aqueles que mais lhe agradam. Isso oferece a oportunidade de melhor aplicação de conceitos de sustentabilidade”, destaca.

“Obtivemos a aprovação em outubro. O projeto foi selecionado porque é um exemplo claro de como a sustentabilidade pode afetar todo um setor da indústria e beneficiá-la, especialmente, no mercado internacional. Neste caso, espera-se um grande impacto na indústria calçadista do Brasil em todos os aspectos, não somente no ambiental. Trabalhar com esta questão representa uma experiência muito importante para o futuro dos alunos que participaram do projeto”, diz.

Estudando o setor
Os alunos Sandra Chow, Jenny Xu, John Taveras, e Tomoki Kumada, do MIT, desembarcaram no Brasil na segunda semana de janeiro com o objetivo de estudar o mercado calçadista nacional, sob a orientação da professora Tereza. A ideia era avaliar qual o impacto de ações de sustentabilidade em toda a cadeia de valor do setor calçadista, desde insumos, montagem até o produto final. Eles visitaram cerca de 12 empresas calçadistas, em cidades como São Paulo, Cerquilho, Sorocaba, no estado de São Paulo, e também em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. São empresas que produzem insumos, solventes, botões, fivelas até os montadores do produto final.

A professora conta que, durante a realização da pesquisa, foi observado que o conceito de sapato sustentável é variável: desde o “eco shoes”, fabricado por meio de processos ecologicamente corretos, até o “sapato biodegradável”, que após ser enterrado e sofrer a ação de micro-organismos, é transformado em adubo em cerca de cinco anos. “Outra vantagem do selo da Assintecal será padronizar este conceito”, explica.

Selo verde
De acordo com os pesquisadores do MIT, para mudar o comportamento das pessoas e convencê-las sobre os benefícios da compra de um sapato sustentável, o ideal é que ocorra um processo gradual de educação. Como comparação de como isso poderia ser feito, eles citam que os usuários de computador, ao se depararem com a marca Intel Inside, imediatamente associam que o processador é da marca Intel e que oferece uma série de características técnicas como qualidade e confiabilidade. Do mesmo modo, o selo verde da Assintecal seria uma forma de as pessoas associarem o calçado com as questões ligadas a sustentabilidade.

Este é o segundo “selo verde” que teve a participação da professora Tereza Carvalho em sua concepção. O primeiro foi concebido em 2008, quando ela ocupava o cargo de diretora do Centro de Computação Eletrônica (CCE), e visava a compra de computadores livres de chumbo, com eficiência energética e cujos componentes fossem recicláveis.

Post publicado originalmente no EcoDebate por HC
Fotos por The Swap Team

Sonidos de la Tierra

Um maestro famoso, uma cidade pobre e muitos meninos carentes. Nosso parceiro eCycle nos apresenta o projeto social “Sons da Terra”. Confira:

O projeto “Sons da Terra” existe desde 2002 e é dirigido a crianças e jovens de mais de 72 comunidades carentes do interior do Paraguai. Seu idealizador é o maestro Luis Szarán, que escolheu mostrar, através da educação musical, uma maneira de construir uma história de vida e proporcionar atividades educativas e saudáveis para a população carente de seu país.

Szarán é um autodidata, assim como a maioria dos seus colegas de pátria. Isso se deu porque não há suporte educacional de qualidade no interior do Paraguai para as crianças desenvolverem uma vocação artística, assim como no Brasil. Então, ele teve a ideia de começar a administrar aulas de música gratuitas para as comunidades carentes e, como uma coisa leva a outra, grandes talentos e novas ideias começaram a surgir. A novidade foi o uso de material reciclado na cidade de Cateura, uma das regiões mais carentes do Paraguai. As crianças não têm condição de comprarem seus instrumentos e, por necessidade, usaram aquilo que ninguém mais queria e havia de sobra nos lixões da região: cabos de vassoura, latas de ferro, tampinhas de garrafa e polias viraram violinos e violoncelos nas mãos dos talentosos artesãos.

Hoje, a orquestra conta com mais de 200 obras resgatadas do repertório tradicional e contribui para expandir e valorizar a cultura da região. Os participantes acreditam que a música faz mais do que entreter as pessoas, eles a entendem como uma ferramenta de formar cidadãos. Depois de Szarán, Cateura nunca mais foi a mesma.

Post publicado originalmente no eCycle (via ecodesenvolvimento)

Descarte de fita cassete e VHS

Flávia Alves escreveu para o eCycle sobre o descarte ecologicamente correto de fitas cassete e VHS. O texto usa como base a pesquisa de Silvia Oliani e traz informações que não são suficientemente difundidas. Vale a leitura!

A tecnologia não pára. Só no mundo da música, em menos de 20 anos, já aposentamos o disco de vinil, a fita cassete e agora quase ninguém mais compra CDs. Chegamos à geração do download, na qual um simples HD externo consegue substituir uma prateleira de fitas cassete, VHS (Video Home System) e CDs.

Agora, o que pára mesmo é a tranqueira em casa. Quase todo mundo ainda tem uma pilha de VHS ou fita em algum lugar, e, para organizar a casa é “aquela” novela. Primeiro devemos criar coragem para acabar com a bagunça, para isso confira as dicas do blog Vida Organizada. O que não der jeito de arrumar vai ter que ir embora.

Colocar no lixo comum, nem pensar!

As fitas, tanto de vídeo quanto de áudio, são basicamente uma caixa de plástico, parafusos, rótulo de papel e fita preta. Essa fita é a responsável pelo processo de gravação de vídeo e áudio através de impressão magnética, e como não há como separar magnetismo e carga, não é novidade que as fitas contenham altas concentrações de metal.

A composição exata da fita é segredo bem guardado pelos fabricantes, o que nós, consumidores, precisamos estar atentos é que aquela fita preta, que costumávamos desenroscar do vídeo, contém uma grande quantidade de metal pesado, masi especificamente: o cromo e o óxido de ferro.

O cromo, em especial, quando descartado de maneira incorreta tem potencial para causar um sério impacto ambiental, o problema maior é na água. A contaminação se dá por via oral nos humanos, de maneira direta – bebendo a água contaminada, ou indiretamente – por meio dos alimentos. O segundo caso é mais grave, pois os metais pesados são acumulativos nas cadeias alimentares; portanto, o nível de metal da alga é transferido para o peixe que em quantidades muito maiores e pode acabar parando na nossa mesa de jantar.

O que fazer

O jeito é reciclar. A caixa de plástico é formada por PVC rígido ou polipropileno e pode ser reciclada. Já a fita preta tem que ser incinerada. Mas nada de colocar fogo por conta própria, existem lugares que recebem esse material e encaminham as fitas para o descarte apropriado.

Quem está fazendo isso

A reciclagem de fitas cassete e VHS é pouco comentada no Brasil e apenas alguns lugares fazem a coleta do material. Um bom exemplo é o CEDIR (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática) da USP em São Paulo. Outro lugar é a Coopermiti, mas essa cooperativa cobra uma pequena taxa pelo serviço.

Criatividade e solução

Visto que a reciclagem ou até mesmo iniciativas para reciclagem deste material são praticamente inexistentes, a alternativa é fazer o upcycle do material. Se suas fitas (tanto cassete ou VHS) encontram-se em bom estado, faça uma doação para entidades carentes, bibliotecas ou até para colecionadores.

Outra opção é vender em sites como ebay e Mercado Livre. Caso a sua fita tenha registrado um filme clássico, um show histórico ou um documentário que seja raro,faça negócio com isso.

Muitos designers estão apostando nesse material para fazer o upcycle: termo usado para criar outro produto com o material descartado sem passar pelo processo de reciclagem. Confira o que andam criando por aí, mas atenção! A equipe eCycle aconselha não desmontar o K7 e o VHS, já que não se sabe ao certo sobre os riscos de contaminação por ocasião de contato físico entre as fitas magnéticas e a pele humana.

Post publicado originalmente no eCycle
Foto: moneboh 

Concurso Gari Fashion termina na quinta com grande desfile

O site Planeta Lixo contou um pouco sobre o concurso de moda sustentável Gari Fashion, destacando a iniciativa da Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte. A iniciativa atrai atenção para o potencial de reutilização de produtos descartados. Continue lendo!

O concurso de moda sustentável Gari Fashion, promovido pela SLU, será encerrado nesta quinta-feira (9) com uma grande desfile no Centro Mineiro de Referência em Resíduos, às 20h30, na Av. Belém, 40. O desfile terá modelos profissionais e garis na passarela.

A proposta do Gari Fashion é a criação de roupas que utilizem os conceitos de consumo consciente e sustentabilidade. Os 30 finalistas visitaram o aterro sanitário e os galpões de catadores de materiais recicláveis, para melhor compreensão da importância da reutilização e reciclagem de produtos.

As criações finalistas foram escolhidas por um juri formado pela escritora e blogueira Cris Guerra, pela socióloga e especialista em moda, Luciana Dulce, pela jornalista Karina Sommerfeld, pela designer de sapatos Virgínia Barros, pelos estilistas Jotta Syballena, Mary Figueredo, Roberta Lapertoza e Renato Loureiro, pelo gari Daniel Rosa e por funcionários da SLU. Ao todo, 82 croquis foram inscritos por estudantes do Centro Universitário UNA, Faculdade Estácio de Sá, Senai, Modatec, Sesc MG, UNI BH e Universidade Fumec.

Os vencedores do concurso serão divulgados logo após o desfile. Os primeiros colocados nas categorias “Uniforme de Gari” e “Criação Sustentável” receberão um prêmio de R$ 2.500,00. Os segundos lugares ganharão R$ 1.000,00 e os terceiros, R$ 500,00.

Na passarela

O desfile terá duas categorias: customização do ”Uniforme do Gari”, com 15 peças concorrentes, e “Criação Sustentável”, que tem 15 peças produzidas com materiais recicláveis.

Entre os produtos usados nas peças estão retalhos de tecidos variados, garrafas PET, tela de construção, banners, faixas de anúncios, tampinhas de garrafas, espelho quebrado, arame de caderno, folhas de caderno usadas, papel reciclado, madeira, saco de linhagem, câmara de ar de pneus, filtro de café usado, lacre de latinhas de cerveja e embalagens tetra pak, entre outros.

Para o superintendente de Limpeza Urbana, Eduardo Hermeto, o concurso tem um sentido educativo, uma vez que desperta nas pessoas que vão ingressar na indústria da moda a necessidade de criar uma moda sustentável, de acordo com os tempos atuais, quando a escassez de recursos naturais e as mudanças climáticas dão o tom. “É um novo olhar sobre o desperdício, sobre o consumo consciente e para aquilo que consideramos lixo”, diz.

De acordo com Hermeto, a moda tem cada vez mais que se preocupar com um novo consumidor que está surgindo. “Ele é mais crítico, responsável, compartilha valores como a redução do desperdício, a reutilização de materiais e a reciclagem. Ele faz parte de uma geração que cada vez mais cresce, que respeita e valoriza o trabalho do gari, um importante agente na busca de um mundo mais limpo e com qualidade de vida”, afirma.

Exposição

Além do desfile, haverá uma exposição da Coleção Re-Círculo, da estilista Roberta Lapertosa, de peças criadas a partir de tecidos e roupas com leves defeitos, antigas ou inutilizadas. A coleção pretende mostrar que é possível unir o conceito de sustentabilidade à moda, ao resgatar o antigo e o inutilizado para a contemporaneidade.

Noiva Gari

Outra peça que estará exposta é o Vestido de Noiva, também criada por Roberta Lapertosa, a partir de uniformes de garis reaproveitados. A peça tem como objetivo mostrar à comunidade a importância do trabalho dos garis. O modelo, elegante e imponente, tem como referência as vestimentas de 1876, época em que surgiu a profissão gari.

Post publicado originalmente no Planeta lixo
Foto:  LollyKnit