Roupas usadas viram instalações artísticas

A artista Kaarina Kaikkonen é conhecida por apresentar trabalhos artísticos com um posicionamento sócio-ambiental. Desta vez, ela reuniu centenas de camisas usadas e criou instalações na Itália que discutem a relação do homem com o vestuário e com o consumo de moda. As peças, que parecem estar de mãos dadas, foram organizadas por cor e formam uma repetição rítmica de roupas e vidas passadas.

Veja as imagens:

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Imagens: Kaarina Kaikkonen

Evento gratuito sobre práticas sustentáveis começa amanhã em SP

Entre os dias 23 e 25 de abril vai acontecer a 2ª edição do SP.ECOERA. O evento, organizado por Chiara Gadaleta, do blog Ser Sustentável com Estilo, defende práticas sustentáveis nos segmentos de moda, arte, design, artesanato e gastronomia.

Para discutir a temática, a programação é variada e gratuita e inclui desfiles com marcas sustentáveis nacionais, workshops, degustações e debates. O público também pode conferir a exposição “A Tribo”, inspirada na sofisticação dos grafismos indígenas, em especial dos Kadiweus.

A cenografia foi construída com reaproveitamento de resíduos, com o uso de técnicas artesanais como o crochê e o estêncil. Para participar, envie um e-mail para specoera@gmail.com.

Confira a programação e o local aqui.

Grife utiliza mangueiras de incêndio para criar acessórios de luxo

Para quem ainda não conhece, o upcycling é o método de transformar produtos que seriam descartados em novos artigos para consumo. Na moda sustentável, o mecanismo tem sido utilizado por pequenas marcas e grifes de luxo para criar novos conceitos em suas peças.

O interessante neste processo é perceber que qualquer material pode ser usado e transformado em um produto que faz parte do nosso cotidiano. Como por exemplo a marca inglesa Elvis & Kresse que transforma mangueiras de incêndio em desuso do Corpo de Bombeiros inglês em acessórios especiais. Além de usar o material, metade do lucro dos artigos é doado batalhão.

A grife ainda aplica o upcycling em outros materiais como caixas de sapato, saquinhos de chá e tecidos de paraquedas.

Imagem: Divulgação

Designer cria acessórios com latas de bebida recicláveis

Pensar em meios de criar acessórios ecológicos com pegada sustentável e ainda acrescentar design e estilo às peças é o trabalho de Yoav Kotik. Segundo o criador, uma boa olhada ao redor sempre revela uma variedade de materiais que podem ser transformados em matéria-prima para brincos, anéis e colares.

O artista, que após se aposentar, resolveu experimentar artesanato, seguiu uma única regra: os materiais deviam ser achados, e não comprados. Após recolher pilhas de materiais recicláveis interessantes, Yoav se lembrou de um kit de joalheria que sua cunhada havia lhe dado, e resolveu elaborar algum acessório. O primeiro objeto que achou foi uma tampa de uma cerveja da marca Goldstar beer, e utilizou a peça para fazer um anel. O projeto tomou forma e Yoav Kotik decidiu abrir um site para vender os acessórios reciclados

A linha de peças valoriza principalmente artigos de metal, especialmente tampas de bebidas de lugares e culturas diferentes. Neste caso, o uso dos metais revela camadas e expõe emoções em bijuterias coloridas e de formas impressionantes.

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Fonte: Mr. Fly Modas
Imagens: Divulgação

Site oferece serviço de busca por moda ecofriendly inspirada em marcas famosas

Conhecidas como fast fashion, lojas de departamento como C&A, Zara, entre outras, colocam rapidamente nas prateleiras o que foi apresentado nos grandes desfiles de moda. Com isso, as roupas, os sapatos e os acessórios dessas marcas conseguem acompanhar os últimos lançamentos do mercado e impulsionam o consumismo.

Além de promover a compra de produtos de pouca durabilidade, muitas delas sofrem processos trabalhistas e utilizam matéria-prima de origem duvidosa. Mesmo assim, inspiradas pelo crescente mercado fashionista se tornam a opção de compra de quem gosta do assunto e quer estar “na moda” pagando menos.

Dentro desta perspectiva, site oferece um serviço de busca por roupas sustentáveis ou com características ecológicas. O Fashioning Change te ajuda a comprar o estilo destas lojas, só que com consciência.

Pra usar, é só logar pelo Facebook ou fazer seu cadastro e buscar o que você precisa. A procura é minuciosa e o site tem um sistema de análise do perfil para encontrar o que você selecionou. Todas os produtos vêm com descritivo desde origem do tecido e modo de fabricação. Quem sabe em breve ganhamos uma ferramenta como essa no Brasil.

Imagem: victorcamilo via Compfight cc

Green Nation Fest discute sustentabilidade e meio ambiente no Rio de Janeiro

Realizado pelo Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (CIMA), ONG que há mais de 20 anos desenvolve ações em parceria com instituições privadas, governamentais e multilaterais no Rio de Janeiro, o Green Nation Fest é um evento que discute sustentabilidade e meio ambiente pelos pilares do cinema, educação, esporte e moda.

O festival, que acontece em maio na Semana do Meio Ambiente, tem entrada gratuita e é dividido em Feira Interativa e Sensorial, Mostra Internacional de Cinema e Seminários Internacionais seguidos de debate.

Um dos focos de interação e incentivo ao público é a mostra competitiva de filmes, roteiros de ficção, blogs, microblogs (Twitter), fotos e cartoons que tratam de questões relacionadas ao assunto. Para o evento, a produção de obras audiovisuais/imagéticas/textuais cria ambientes de difusão e contribui para o engajamento da sociedade na temática da sustentabilidade.

As Inscrições para a competição estão abertas até o dia 10 de março no site do Green Nation. O voto é feito pelo júri popular e oficial. Boa sorte.

Para mais informações sobre a competição, clique aqui.

Imagem: Sprengben [why not get a friend] via Compfight cc

Designer brasileira cria ecojoias com resíduos domésticos e industriais

Faz sete anos que a brasileira Carol Barreto confecciona ecojoias reaproveitando resíduos domésticos e industriais. Na lista de materiais de suas peças encontram-se garrafas PET, alumínio e o PEAD, que são usados em colares, brincos e pulseiras.

Os primeiros acessórios foram feitos a partir de uma garrafa PET dourada. Com o passar do tempo, a designer fez cursos de moda e manipulação de joias e hoje apresenta coleções originais e com acabamento impecável.

São peças leves, originais, únicas e duradouras, feitas artesanalmente com cerca de 50% a 98% de resíduos que iriam parar em locais inadequados.

A marca vai além e sempre pensa em soluções para reduzir os impactos de sua produção. Durante a criação de uma nova peça, utiliza-se apenas água de chuva, as embalagens também são feitas de material de descarte e toda sobra da confecção segue para uma empresa recicladora.

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Imagens: Divulgação

Coletivo Verde lança plataforma de cocriação em moda

Parecida com a proposta de sites de crowfunding como Catarse e Kickstater, que captam recursos financeiros a partir de doações coletivas, o Coletivo Verde lança uma plataforma de “doação” também, mas de ideias.

O espaço colaborativo pretende juntar pessoas com propostas interessantes para o desenvolvimento de produtos mais sustentáveis. A ideia é construir artigos de moda mais inteligentes, que não só resolvam os nossos problemas, mas que tenha responsabilidade social e ambiental desde o início do processo.

Através da plataforma, as pessoas poderão opinar e escolher vários aspectos dos produtos como design, materiais, cores, acabamentos, e etc.

Conheça mais sobre a proposta de cocriação no vídeo abaixo:

Plataforma de Cocriação Coletivo Verde from Coletivo Verde on Vimeo.

Imagem: James Cridland

Bolsas da Matt & Nat são feitas com matéria-prima ecológica

Nada de couro nas bolsas, a proposta da Matt & Nat é apresentar peças que usem apenas tecidos ecológicos e materiais recicláveis. A marca nasceu em 1995 com a intenção de explorar a dualidade entre design e preservação ambiental e há 17 anos exerce a prática de lançar produtos pensando na responsabilidade social.

Inspirada pelas texturas e matizes da natureza, a MN proíbe o uso de matéria-prima animal ou qualquer produto que prejudique o meio ambiente. A regra é usar materiais ecológicos, reciclados e upcycled. Para isso, utilizam garrafas de plástico nos forros das bolsas, além de artigos como a cortiça e pneus de bicicleta descartados.

Confira algumas bolsas da marca:

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Imagens: Divulgação

Pulseira Ecológica Tetrapak

Super fácil de fazer e custo quase zero, use retalhos de tecidos que você pode conseguir com costureiras ou confecções.

Material:

- 1 caixa tetrapak de 1 litro (lavada e seca)
- Cola quente ou adesivo de silicone
- Tira de tecido ou viés (1metro)
- Fita crepe
- Tesoura.

Passo a passo

Primeiro é preciso abrir a caixa em cima, lavar e secar bem. Corte 4 partes da caixa com aproximadamente 4 cm cada. Abra as argolas na emenda da caixa, formando 4 tiras. Deixe as partes prateadas para fora e agrupe as tiras tipo uma “escadinha”, uma abaixo da outra conforme a foto. Deixe uma folga de uns 6 cm e comece a passar a fita em toda volta da pulseira. Nesta etapa você deve medir no meu braço qual tamnho ideal e cortar as sobras. Encaixe as partes fechando a argola e passe a fita na emenda. A base da pulseira deve ficar assim, agora só falta forrar com tecido. Dobre a pontinha do tecido pra dentro, cole a ponta da tira e comece a forrar enrolando tecido na estrutura tetrapak. No final, cole por dentro a outra ponta do tecido. Se desejar, pode passar com pincel termolina leitosa para impermeabilizar a pulseira e torná-la mais resistente.

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Fonte: Reciclagem & Arte