Luminária de Papel

Aprenda a fazer uma luminária de papel (novo ou reciclado) com design contemporâneo perfeita para decorar qualquer canto da sua casa.

Material

- Papel colorido (o tamanho varia de acordo com o tamanho desejado para a luminária, mas o ideal é optar por algum modelo com a gramatura maior, para deixar a luminária mais resistente).
- Estilete
- Régua
- Cola branca ou bastão
- Soquete
- Lâmpada

Como Montar

Recorte o papel colorido. A dica é fazer os cortes vazados no formato de triângulos, em diversos tamanhos e separados entre si por um espaçamento médio de 1 cm. O corte deve ser feito em todo o papel, à mão livre ou utilizando a régua para ter todas as medidas corretas. Deixe apenas uma margem de cinco centímetros em uma das bordas, onde a cúpula do lustre será fixada. O papel deve ser fechado em formato de cone. Assim, meça a circunferência do soquete, para que ele fique bem justo e não caia. Depois, cole as pontas e prenda-as até que a cola seque totalmente. Aproveite para utilizar uma lâmpada econômica para economizar energia.

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Fonte: Greenstyle 
Imagem: kevin dooley via Compfight cc

Festival de música norte-americano usa energia de placas solares em shows

Conhecido como um festival de música que leva a sério o assunto sustentabilidade, o Music and Arts Festival Bonnaroo, que acontece em Manchester entre os dias 13 e 16 de junho, projeta para este ano a instalação de 196 painéis solares de 50 Kw.

Montada no telhado de uma estrutura metálica, a matriz vai gerar durante os três dias de evento mais de 61 mil kW, ou cerca de 20% da necessidade de energia do Festival. Enquanto o sistema vai estar escondido dos visitantes, eles serão bem-vindos para conferir uma exposição educativa no Planet Roo e monitorar a quantia  de eletricidade que está sendo produzida.

A iniciativa vai acontecer graças ao custo de 1 dólar a mais cobrado nos ingressos individuais. Em anos anteriores, a receita da entrada foi destinada ao financiamento de programas de compostagem, jardins, entre outras ideias ecológicas.

Informações: Inhabitat

Imagem: Divulgação

Cinema a céu aberto funcionará com energia solar no RJ

Em parceria com alunos de engenharia mecânica, engenharia elétrica e da TV Experimental do CEFEET/RJ, a Solar World Cinema exibe gratuitamente a partir desta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, três filmes usando apenas placas de energia solar.

A instituição internacional viaja o mundo todo com um cinema itinerante ao ar livre que utiliza apenas o sol como fonte de energia.

Os curtas apresentados serão sobre temas relacionados à natureza e à energia sustentável. Os estudantes realizaram também um documentário sobre o projeto.

Veja abaixo datas e locais:

27/11/2012, 20h: Praça Saens Pena
29/11/2012, 20h: Morro Dona Marta/ Botafogo
01/12/2012, 20h: Praça Tiradentes

 

Fonte: Atitude Sustentável 

Obra de arte interativa é capaz de gerar energia

Uma instalação criada pelo coletivo português Moradavaga tem mostrado que é possível pensar em novas formas de gerar energia sem precisar de muita tecnologia e dinheiro.

Exposta em Portugal, a obra, chamada de Swing, é feita de materiais recicláveis como paletes de madeira, cordas de cânhamo e peças de bicicletas descartadas e produz eletricidade com base no princípio da oscilação.

Para transformar o movimento em luz é preciso apenas balançar-se. É interessante ver os visitantes experimentando uma obra lúdica e ao mesmo tempo ecoeficiente.

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Imagens: Divulgação

Boom Festival 2012

É no sul de Portugal que acontece um dos eventos de música, arte e filosofia de vida mais sustentável do mundo. Convidado pela ONU, em 2010, a fazer parte do projeto United Nations Environmental and Music Stakeholder Initiative, que visa promover a consciência ambiental junto do grande público, o Boom Festival desenvolve desde 2004 projetos de forma a não contaminar a natureza e educar para a consciência ecológica.

Durante o festival, que reúne cerca de 25 mil pessoas e acontece na lua cheia de agosto, uma série de iniciativas são criadas como banheiro seco de compostagem, o tratamento das águas do festival através de biotecnologias; a utilização de energias solar e eólica; a reciclagem; a organização do espaço do Boom segundo os princípios da permacultura: e o fornecimento gratuito de kits de limpeza ao participantes (cinzeiros de bolso e sacos de lixo).

Neste ano, mais de 800 artistas – visuais, música, performances, vídeos – se uniram com um público para celebrar a criatividade em perfeita harmonia com a natureza. Conheça um pouco mais do evento no minidocumentário produzido pelo site Mistura Urbana:

Imagem: Retinafunk

Moda e Sustentabilidade: Um Paradoxo

A desginer de moda Luciana Della Méa é colaboradora do blog Autossustentável. Neste post a designer trata da responsabilidade de empresas e indústrias na transição para uma sociedade sustentável na indústria da moda. Vale a pena conferir:

A busca por alternativas sustentáveis tem crescido dentro de empresas e por parte de governos, que está tratando a temática como uma oportunidade de negócio e, simultaneamente, como caminho para a sobrevivência. Segundo matéria divulgada na Revista Veja (2010, edição especial de sustentabilidade), o assunto ganhou visibilidade no século XX, mas, somente agora, o problema tomou proporções maiores. Fato que corrobora para que o mundo se mobilize de forma a conciliar esse conceito com a produção e o consumo, processos que caracterizam o progresso e crescimento. As empresas têm papel importante nessa mudança, já que adotam, ou não, atitudes que possibilitam novos processos produtivos, resultando em novos produtos e, por último, nova relação de consumo.

Ao tratar da responsabilidade de empresas e indústrias na transição para uma sociedade sustentável, é imprescindível citar a indústria da moda. Segundo Feghali e Dwyer (2004), a indústria têxtil é uma das atividades mais antigas e que emprega grande quantidade de mão-de-obra. Lee (2009) chama a atenção para os impactos dessa indústria que ficam ocultos nas extravagâncias das passarelas e nas novidades das vitrines. Esses impactos vão desde a exploração da mão-de-obra, à poluição consequente do uso de produtos químicos e tóxicos. Cabe, ainda, lembrar o uso de peles de animais para confecção de casacos e outros artigos de moda. A produção acelerada, com consumo desenfreado, transforma rapidamente esses produtos em artigos obsoletos, que serão destinados a outras pessoas ou então aos lixos e aterros. O surgimento das redes de moda fast-fashion e o processo resultante de encurtamento da vida útil das peças contrariam o contexto atual de preocupação ambiental. A oferta de uma moda mais acessível em termos de custo aumenta o consumo de peças e o consequente descarte, tudo em ritmo acelerado, funcionando como um círculo vicioso. O mercado fast-fashion pressiona a produção mais rápida para atender a demanda do consumidor por novidades. Essa produção, segundo Black (2008), se dá às custas da degradação ambiental e de condições de trabalho muitas vezes desfavoráveis, com salários injustos, para que o preço final do produto seja acessível. Enquanto a sustentabilidade sugere o ciclo de vida do produto prolongado, dentre outras definições, a moda caracteriza-se como novidade e mudança periódica.

Paralelamente a este cenário de moda rápida, poluente e exploradora, estamos vivendo em uma era na qual a indústria da moda, junto de outras instituições, direciona esforços para diminuir esses impactos causados no meio ambiente, seja através da reciclagem, de tecidos ecológicos ou de reaproveitamento. Os profissionais de moda têm procurado desenvolver produtos de forma sustentável, considerando a demanda de um consumidor consciente. Deve-se levar em conta o comportamento do consumidor, porque se não houver demanda e desejo pelo produto ou serviço, não há razão dos mesmos existirem. Assim, é fundamental que o consumidor tenha atração pelo produto ou serviço ecológico, pois é através da sua demanda que as empresas e governos irão direcionar esforços para conduzir suas atividades de maneira sustentável.

Feghali e Dwyer (2004) definem a Moda como um dos maiores negócios do mundo atualmente. Mas, esses negócios são pautados no aumento da produtividade e na oferta, cada vez mais rápida, de novos artifícios para atender a demanda do consumidor. Esse contexto se mostra contraditório aos critérios de sustentabilidade, já que estes pretendem aumentar a durabilidade do produto, conferindo-lhe maior tempo de vida, bem como pretendem promover o trabalho justo e economicamente viável.

Pensando em conciliar as duas realidades, de crescimento econômico e sustentabilidade, é preciso encontrar soluções promissoras que proporcionem este desenvolvimento através da indústria da moda. Para tal, é necessário mudar as formas de produzir, consumindo menos recursos, reaproveitando o que já existe, maximizando o tempo de vida dos produtos e consumindo menos energia. É fundamental dispor de criatividade, por isso a sustentabilidade é uma plataforma para inovação, já que exige a criação de novos processos, novos produtos e novas formas de consumo.

Alguns profissionais já têm seguido esse caminho sustentável, principalmente através do uso de tecidos ecológicos e pelo reaproveitamento de resíduos têxteis provenientes das indústrias. Hoje, a reciclagem de tecidos e a transformação de PET em fio, são alternativas sustentáveis da indústria têxtil. O estilista gaúcho Oskar Metsavaht é criador da Osklen, marca associada a projetos e parcerias sustentáveis com repercussão internacional e que utiliza tecidos ecológicos; a estilista gaúcha Anne Anicet tem o trabalho voltado ao desenvolvimento sustentável, reaproveitando resíduos têxteis das indústrias na confecção de novas peças; a Maxitex, indústria têxtil nacional, fabrica fios ecológicos, inclusive os reciclados de PET e algodão; o estilista Alexandre Herchovitch já fez uma parceria com a ONG Florescer reaproveitando roupas usadas, transformando-as em novas peças; a estilista Rita Wainer lançou uma coleção, também com o reaproveitamento de roupas usadas. Exemplos de iniciativas como essas têm crescido entre profissionais guiados pelo mesmo valor: sustentabilidade.

Para Schülte e Ferreira (2008, p.1): “A preocupação com a preservação do meio ambiente no desenvolvimento de produtos de moda ainda é muito incipiente, no que se refere ao Brasil e demais países.” Mesmo que a mídia venha apresentando casos de discussões referentes às ameaças da produção industrial, ainda é necessário, principalmente, conscientizar e educar o consumidor sobre a importância do consumo sustentável e as alternativas para tal.

Observações:
PET – Politereftalato de etileno – Polímero termoplástico resistente, utilizado na fabricação de garrafas de refrigerantes e água. Este material tem produção em grande escala, e após o descarte podem permanecer por muitos anos na natureza. Por sua propriedade termoplástica, pode ser reciclado diversas vezes, resultando no mesmo produto – garrafas -, ou outro, como por exemplo, roupas. A reciclagem de PET é uma alternativa para evitar a permanência do material no meio – ambiente, já que a produção é acelerada, a quantidade demandada é grande, e o descarte rápido e excessivo. O material, quando reciclado, tem sido utilizado para confecção de peças de vestuário, a partir das suas fibras misturadas com algodão.

Para dar vazão ao trabalho de estilistas engajados com a sustentabilidade, alguns espaços têm sido cedidos a fim de expor as novas idéias. O FIT (Fashion Institute of Technology), em New York, apresentou acervo de peças na exposição denominada Eco-Fashion: GoingGreen.

Post publicado originalmente no blog autossustentável por Luciana Fraga Della Méa.
Fotos por The Swap Team

Produzida na Brasil a primeira bicicleta de plástico reciclado do mundo

Resistente, flexível e barata. Nosso parceiro Autossustentável (via Planeta Sustentável) apresenta a bicicleta verde-amarela de Juan Muzzi, que vem chamando a atenção de países como Estados Unidos, Alemanha, México e Paraguai.

Que tal uma armação de bicicleta produzida a partir de plástico de garrafas PET, embalagens de shampoo e peças de geladeira? Pelo menos a 2.500 pessoas essa ideia interessa. Elas estão numa lista de espera para adquirir uma bike de quadro reciclado que é fabricada, sob encomenda, em São Paulo. Essa bicicleta é mais resistente, flexível e barata. Isso porque o plástico não enferruja, amortece naturalmente e sua fabricação transforma resíduos sólidos em um novo produto.

A invenção é do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil. Ele estuda a fabricação desse modelo há doze anos, investindo dinheiro próprio. Há um ano e meio o molde final ficou pronto. A partir de novembro os primeiros exemplares serão distribuídos. “Tenho a patente da primeira bicicleta de plástico reciclado do mundo”, diz.

Para fabricá-las, Muzzi conta com o trabalho de algumas ONGs que recolhem sucata e vendem para uma empresa que granula o material. Os grãos são vendidos para a Imaplast, empresa de moldes que Muzzi dirige. Também é possível que o próprio interessado leve o material reciclável. No processo de produção, o plástico granulado entra em uma máquina e é injetado no molde de aço. “Cada quadro demora dois minutos e meio para ser fabricado e, se for feito só de PET, usa 200 garrafas”, explica o empresário.

A maioria das encomendas – elas devem ser feitas pelo site MuzziCycles – pedem os quadros, apenas. Cada um custa R$ 250. Mas também é possível comprar a bicicleta completa, que pode chegar a R$ 3 mil. Estados Unidos, Alemanha, México e Paraguai já demostraram interesse em encomendar magrelas de plástico reciclado. Um modelo infantil começa a ser produzido no ano que vem. E mais: “Em maio começamos a fazer um modelo de cadeira de rodas. Mas nesse caso vamos doá-las. A pessoa só terá de trazer o material plástico”, conta Muzzi.

Post publicado originalmente no Planeta Sustentável (via autossustentável)
Imagem por MuzziCycles

Pesquisa lista 100 firmas mais sustentáveis do mundo

Jéssica Lipinski, colaboradora do Instituto Carbono Brasil apresenta os principais resultados do relatório da Corporate Knights, que colocou a dinamarquesa Novo Nordisk em primeiro lugar e a brasileira Natura na segunda colocação entre as empresas mais sustentáveis do mundo.

Na corrida para incluir a sustentabilidade entre as questões mais importantes do mundo corporativo, o Brasil está aos poucos alcançando uma boa posição entre as nações industrializadas. Pelo menos é o que indica o relatório Corporate Knights 2012 das 100 Corporações Mais Sustentáveis do Mundo. No documento, a brasileira Natura figura como segunda colocada, e outras duas empresas do país foram incluídas, indicando que o Brasil pode estar no caminho certo para a sustentabilidade empresarial.

O relatório, que já está em sua 8ª edição e é sempre apresentado no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, é desenvolvido pela Corporate Knights, firma canadense de mídia e de finanças dedicada à promoção de práticas corporativas responsáveis e ao desenvolvimento da sustentabilidade social e ambiental.

Para criar a classificação, a Corporate Knights trabalha com os rankings de outras três organizações – Global Currents, Inflection Point Capital Management e Phoenix Global Advisors –, que selecionam cerca de 400 empresas de uma lista de quase quatro mil.

A partir dessas 400, o grupo de pesquisa da Corporate Knights seleciona as 100 mais sustentáveis através de 11 critérios ambientais, sociais e de governança. Se esses critérios não são divulgados pelas empresas, elas são penalizadas e perdem pontos, o que pode acarretar em uma queda na classificação.

Embora admita que essa abordagem tem falhas, a Corporate Knights alega que ela ajuda a diagnosticar “maus comportamentos” em diversas áreas, e é capaz de mensurar o progresso em vários aspectos.

“Essa abordagem não é perfeita. Ela não compreende a contaminação de ecossistemas, grilagem de terras na África, táticas de lobby clandestinas ou mau tratamento de civis em outros países (ainda não, pelo menos). Mas podemos sempre lançar uma luz nas empresas que estão se comportando mal em diferentes áreas. O que a abordagem faz é estabelecer algumas regras básicas objetivas e transparentes para medir o progresso”, diz o relatório.

“Não há modelo perfeito para medir a sustentabilidade da mesma forma que nenhum modelo financeiro pode antecipar perfeitamente os movimentos nos preços das ações. No entanto, sentimos que nosso modelo é o mais sofisticado, objetivo e com abordagem de dados mais direcionada”, justificou Doug Morrow, vice-presidente de pesquisa da Corporate Knights.

“Se você pode pontuar objetivamente as companhias por critérios significativos e esses pontos puderem ser usados para influenciar forças de mercado, será possível desviar capital de firmas ineficientes e irresponsáveis para as mais produtivas e responsáveis”, acrescentou ainda Toby Heaps, presidente da Corporate Knights.

O primeiro lugar geral na lista ficou com a dinamarquesa Novo Nordisk, companhia de medicamentos que é líder mundial no tratamento de diabetes. Segundo o documento, o que levou a Novo Nordisk para o topo da lista foi a combinação entre a filosofia empresarial, o estímulo para reduzir a pegada de carbono e a venda de remédios com desconto para países pobres.

“O principal fundamento da Novo Nordisk é a linha tripla, porque é isso que está protegendo nossa licença para operar. Isso obriga todos na companhia não apenas a ver que nos tornamos um bom negócio – essa é a linha financeira – mas que fizemos isso de uma forma que é social e ambientalmente responsável”, comentou Lars Rebien Sorensen, presidente e CEO da firma.

A brasileira Natura foi a segunda colocada. Mas a empresa de cosméticos não foi a única do país a figurar na lista. O 61º lugar ficou com o banco Bradesco, e o 81º, com a Petrobras.

“Dentro de seu grupo industrial, a Natura se tornou a melhor em produtividade de energia, comparada ao ano anterior, quando era apenas a terceira melhor entre seu grupo industrial. Ela também se tornou a segunda melhor em produtividade de resíduos na avaliação deste ano, e estava entre as principais em 2011”, explicou Morrow.

Em relação aos países que mais apresentam firmas sustentáveis, o Reino Unido ficou em primeiro lugar, com 16 companhias. Em seguida, vieram o Japão, com 11 empresas, a França e os Estados Unidos, com oito cada um, e a Austrália, com sete. Entre as nações emergentes, o Brasil teve três firmas incluídas na lista, a Índia, a África do Sul e a Coreia do Sul, uma empresa cada , e a China, nenhuma.

Para Heaps, além dos investimentos maiores e em maior quantidade, a sustentabilidade nos países industrializados também é estimulada por regulamentações e pela maior transparência política e econômica dessas nações.

“A companhias europeias têm a melhor transparência globalmente, e as do Reino Unido mantiveram alguma distância da queda do euro que tem atormentado o continente, então os números de produtividade delas se mantiveram melhor do que os das empresas similares do continente.”

Apesar disso, o relatório indica que nos países emergentes, bem como no mundo todo, a sustentabilidade empresarial também está se desenvolvendo. “É possível que as companhias de alguns países estejam superando outras, mas a comunidade corporativa como um todo está fazendo mais do que há cinco anos. Os níveis de desempenho estão aumentando globalmente”, declarou Aron Cramer, CEO da BSR.

Nesse contexto, o documento alerta ainda que o papel das 100 empresas do ranking é importante, pois estimula o mesmo comportamento por outras companhias. “Em um ano em que Wall Street foi ocupada e o capitalismo se tornou uma palavra ruim, as 100 companhias globais servem como embaixadoras para um tipo de capitalismo melhor e mais limpo, que acaba por ser mais rentável”, concluiu Heaps.

Post publicado originalmente no Instituto Carbono Brasil
Imagem por Charamelody

Que tal uma carona?

O excesso de veículos já é um problema global há anos. Uma das medidas que ajudam a melhorar o trânsito nas metrópoles é o sistema de carpool. É sobre essa atitude consciente que o Viva mais verde! fala no post a seguir.

O modelo atual de locomoção nos grandes centros está chegando ao colapso. Transporte coletivo disputa tempo e espaço com transporte individual. É ônibus lotado e em péssimas condições versus uma grande maioria de carros com apenas uma pessoa ao volante. Nesta situação, perdemos todos nós.

Na década de 70 começaram a surgir as primeiras iniciativas de “carona solidária” (carpool ou carpooling, em inglês). É o ato de se dividir os custos e esforço de locomoção em uma viagem curta ou longa entre pessoas. E é vantajoso tanto para quem possui o veículo, que reduz seus custos, quando para o caroneiro, que ganha em conforto e tempo ao concordar em dividir as despesas de viagem. Além disto, ganha também o meio ambiente: a promoção da carona em larga escala reduz a quantidade de veículos em circulação, a densidade do tráfego e, consequentemente, a emissão de CO2. Em algumas cidades, veículos com mais de 2 passageiros tem direito a andar em faixas exclusivas.

Se antes a organização de caronas era restrita a universidades e grupos de trabalho, com a popularização da Internet surgiram grupos e comunidades com abrangência local, municipal e estadual. O funcionamento é simples e basta um cadastro gratuito. Para quem é motorista, basta divulgar seus trajetos diários ou as intenções de viagem de final de semana em um sistema prático e organizado através de mapas. Para quem busca carona, as ferramentas de procura por trajetos e disponibilidade de vagas são intuitivas e fáceis de utilizar.

Segurança é um item sempre presente quando o assunto é carona, seja para oferecer ou pegar. As comunidades possuem mecanismos também similares às redes sociais, contando com recomendações, testemunhos e indicações de amizade.

O Viva mais verde! selecionou alguns serviços atualmente disponíveis, mas fique atento às regras de utilização e, principalmente, conheça um pouco mais sobre o motorista ou caroneiro antes da viagem.

TipCar
http://www.tipcar.com.br/

Carona Segura
http://www.caronasegura.com.br/

Carona Solidária
http://www.caronasolidaria.com/

Eco-Carroagem
http://www.eco-carroagem.com.br/

Conheça também a campanha “Vá de galinha!” do SOS Mata Atlântica.
http://vadegalinha.org.br/

Se você já utilizou estes serviços ou conhece algum outro, conte para nós nos comentários.

Post publicado originalmente no Viva Mais Verde
Foto: Mr. T in DC 

Ambientalismo e ativismo no Oscar

Flavia Pardini, colaboradora da revista Página 22, fala sobre o cinema engajado do  diretor Marshall Curry, que acompanha um grupo guerrilheiro ambientalista em ‘If a Tree Falls’. Inspire-se:

A julgar pelos filmes agraciados com mais indicações ao Oscar, ambientalismo e ativismo não estão entre os temas que o cinema trouxe à massa no ano que passou: tanto “O Artista” como “Hugo” enaltecem o passado glorioso da sétima arte. Mas a categoria de documentários mostra que nem todos os cineastas se esquivam de assuntos complexos. “If a Tree Falls”, sobre a Earth Liberation Front (ELF), um coletivo ativo nos anos 90 na Europa e nos Estados Unidos que usava táticas de guerrilha para cessar a destruição do meio ambiente, é um dos indicados como melhor documentário do ano.

Em 2001, antes dos ataques ao World Trade Center, o FBI declarou a ELF como a principal ameaça terrorista doméstica nos Estados Unidos, embora a intenção de seus ataques fosse causar prejuízo econômico e não medo ou mortes. Seguiram-se uma série de prisões de ativistas ligados ao coletivo. O filme acompanha um deles, Daniel McGowan, do momento em que foi acusado de eco-terrorismo por dois incêndios contra companhias madeireiras no estado de Oregon até sua prisão um ano depois. Sua pena, originalmente de prisão perpétua, acabou reduzida para 7 anos e termina em 2014.

Os diretores do documentário ouviram não só Daniel, sua família, e outros ativistas da ELF, mas os promotores do caso, detetives e vítimas dos incêndios. “É uma história que faz perguntas, não tentamos respondê-las”, diz o diretor Marshall Curry. “Como definimos terrorismo? Quando sabotagem ou vandalismo se tornam terrorismo? O que é ativismo, o que é ativismo eficaz, o que é ético?”

Em entrevista ao The New York Times, Curry disse ver uma relação entre o tema de seu filme e o recente movimento Occupy Wall Street. “Acho que o filme é um importante alerta para que ativistas pensem cuidadosamente sobre táticas, e um alerta para a polícia pense sobre suas respostas ao ativismo porque algumas levam as pessoas para a discussão democrática e outras causam a radicalização”.

Os diretores dizem ter embarcado na história de Daniel e da ELF sem uma opinião formada sobre o personagem e o assunto. O resultado, acreditam, é justo. “Se o Daniel tivesse se mostrado um monstro louco, o filme teria refletido isso, e se ele tivesse se revelado como um santo completamente inocente, o filme teria refletido isso”, disse Curry. “Mas, ao contrário, ele – como quase todo mundo que encontramos, e como a maioria dos seres humanos na vida real – mostrou tons de cinza. E foi assim que nós mostramos a ele e aos temas”.

Post publicado originalmente no Página 22 por Flavia Pardini
Imagem por Daniel Matsuoka