Vem aí a 3ª edição do SP.Ecoera

Entre os dias 04 e 06 de novembro, o consumo sustentável vai estar mais uma vez na pauta do SP.Ecoera. Em sua terceira edição, o evento, que é gratuito, tem a função de promover o diálogo entre a indústria da moda, gastronomia e beleza, integradas com a sustentabilidade.

Outro ponto importante é a promoção da economia criativa no Brasil ao mostrar que é possível fazer moda de qualidade conectada às questões sociais e ambientais, valorizando o empreendendorismo, o artesanato com design, materiais naturais e a cultura do consumo consciente e criativo.

Com o tema central “O Passado Mora ao Lado”, o evento acontece na Associação Brasileira Têxtil e de Confecção. Na programação: exposições de peças vintage, desfiles, mesas redondas, oficinas e rodadas de negócios. Confira a agenda e inscreva-se aqui.

SP.ECOERA
Datas | 04 a 06 de novembro
Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT)
Rua Marquês de Itú, 968 | Vila Buarque | SP

Imagem: photographer padawan *(xava du) via Compfight cc

Moda consciente: Aplicativo avalia trabalho escravo em marcas

Muitas empresas de moda conhecidas já foram acusadas de envolvimento com trabalho escravo.  Com tantos casos na mídia, a Repórter Brasil, ONG que fomenta a reflexão e ação sobre a violação aos direitos dos trabalhadores do País, lançou o Moda Brasil, um aplicativo gratuito que avalia as ações que as principais lojas varejistas de roupa do Brasil tomam no combate ao trabalho escravo dentro de suas marcas.

O app foi lançado não por acaso na semana passada, em razão dos 65 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível ao sistema Android e iOS de smartphones, o app lista 22 marcas que responderam um questionário baseado em 4 indicadores: Política, Monitoramento, Transparência e Histórico.

Dependendo da resposta de cada marca, as empresas recebem pontuações que as classificam em 3 categorias: verde, amarelo e vermelho. Entram na categoria de cor vermelha, por exemplo, as empresas que não responderam o questionário.

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Via Estadão

Festival em São Paulo discute aquecimento global e sustentabilidade

São Paulo sedia entre os dias 5 e 9 de dezembro um festival com foco nas mudanças climáticas. O objetivo é aproximar a população da temática do aquecimento global e mostrar que a mudança já faz parte do nosso cotidiano.

Chamado de “Festival Clímax – Vamos Direto ao Ponto?”, o evento acontece junto com as negociações sobre mudanças climáticas (CoP-18) no Qatar. Para a discussão, vão ser exibidos filmes, além das rodas de conversas e oficinas sobre alimentação, consumo consciente, ativismo e soluções locais em diferentes lugares da cidade.

Confira a programação completa aqui.

Imagem: Sprengben

10 dicas para exercer o consumo consciente no supermercado

Donos e donas de casa sabem que fazer supermercado é uma das tarefas mais importantes da rotina do lar. O que acha de tornar esse momento mais sustentável? Com algumas escolhas simples e pequenas mudanças de atitude é possível abastecer a dispensa e diminuir os impactos no planeta. Selecionamos 10 dicas práticas para levar para o supermercado.

1 – Faça uma lista de compras

Nos dias de hoje, somos incentivados a consumir o tempo todo. Por isso, muitas vezes compramos mais do que realmente precisamos. Para evitar esse consumo abusivo, uma boa dica é fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado. Isso evita aqueles impulsos de levar coisas desnecessárias, como uma bebida que você nem gosta tanto ou um pacote de salgadinhos que engorda e faz um mal danado à saúde.

Se for comprar alimentos perecíveis, leve apenas a quantidade necessária. Fique atento também ao prazo de validade dos enlatados. Comprando apenas aquilo que você sabe que vai consumir você acaba gastando menos e evitando que frutas, legumes, verduras, hortaliças e carnes apodreçam em sua casa ou que produtos passem da validade e acabem no lixo.

2 – Se alimente antes de ir ao supermercado

Parece óbvio, mas é pura verdade. Um estudo mostra que pessoas com fome compram mais comida. Compras desnecessárias tendem a gerar mais lixo e desperdício. Por isso, faça um lanche ou uma refeição e não vá às compras de barriga vazia.

Bem alimentado e com a ajuda de uma lista de compras fica mais fácil comprar somente o que for preciso, pôr em prática o consumo consciente e evitar gastos desnecessários.

3 – Evite as compras de mês

Em vez de ir uma vez só ao supermercado e comprar um estoque mensal de alimentos, prefira ir quinzenal ou semanalmente. Assim você evita comprar produtos que perderão a validade e acabarão no lixo.

Você ainda pode aproveitar e retornar um hábito comum aos nossos pais e avós, mas pouco valorizado nos dias de hoje: as feiras livres. Ali você pode encontrar uma variedade maior de produtos, muito mais saudáveis e saborosos. Mas não se esqueça de comprar apenas o necessário para o seu consumo e de sua família até a próxima feira.

4 – Faça supermercado pela internet

Muitas redes de supermercados já dispõem de serviços de compras pela internet. Se o seu já tiver, use-o. Além de seguro, o serviço poupa combustível (já que a entrega normalmente é sincronizada e feita de uma vez só, por um único veículo), tempo, dinheiro e estresse.

Apenas evite pedir produtos com entrega para o dia seguinte, já que isso geralmente consome muita energia. Também tente fazer as encomendas junto com parentes, amigos e vizinhos. Isso evitará mais gastos com entrega e viagens desnecessárias.

5 – Compre a granel

Em vez de comprar alimentos em embalagens padronizadas, experimente comprar somente a quantidade que você precisa. Além de evitar as embalagens descartáveis, você reduz o desperdício ao levar para casa apenas o que precisa.

Diversas feiras e supermercado dão a opção de compra a granel, alguns são até mais baratos que os tradicionais. É possível inclusive encontrar alimentos orgânicos vendidos em quantidade individual e com preços bem acessíveis. Outra dica é utilizar embalagens retornáveis (como aqueles sacos plásticos vedáveis) e utilizá-los sempre que for comprar determinado produto.

6 – Prefira alimentos sazonais, orgânicos e locais

A natureza não produz bananas ou melancias o ano inteiro. Então de que forma é possível encontrar sempre as mesmas hortaliças, legumes, verduras e frutas nos supermercados? Ora, cultivando de maneira a induzir a frutificação. Isso significa usar uma grande quantidade de água e agrotóxicos e lançar poluentes no solo. Na feira, portanto, fique atento à temporada e compre somente o que estiver dentro da estação. Você estará levando para casa alimentos mais saudáveis, que agrediram menos a natureza e que certamente terão um sabor bem melhor.

Sempre que possível, procure ainda comprar alimentos orgânicos. Eles normalmente trazem um selo de garantia e foram cultivados naturalmente, sem nenhum tipo de inseticida ou modificação genética. Fazem bem à saúde e são muito mais saborosos. Diversos estudos demonstram que a exposição humana a pesticidas pode causar problemas neurológicos, vários tipos de câncer, danos ao sistema imunológico e redução na fertilidade. Além disso, os agrotóxicos também contaminam a água e o solo.

Também prefira os alimentos que são cultivados dentro do perímetro da sua região, que geralmente emitem menos carbono na atmosfera durante o transporte e estimulam os produtores locais. Mas tome cuidado para não comprar alimentos cultivados em estufas aquecidas com energias não-renováveis, mesmo que elas estejam próximas a você.

7 – Não compre produtos de empresas irresponsáveis

Como consumidores, nós temos um grande poder de influenciar e mudar as práticas das empresas. Ao comprar produtos de marcas que agem de forma consciente e sustentável e que respeitam o meio ambiente, a cultura e a comunidade, e boicotar aquelas que atuam de forma oposta, você estará ajudando a mudar a realidade.

Grandes empresas já sofreram boicote e viram seus produtos serem deixados nas prateleiras como forma de protesto dos seus consumidores. Entre as críticas mais comuns estão as péssimas condições trabalhistas as quais estão sujeitos os empregados (algumas vezes, até crianças) e a degradação ambiental causadas pelos seus produtos.

8 – Não manipule alimentos na hora da escolha

Toda vez que você manipula algum alimento, como frutas, verduras e legumes, você reduz a sua vida útil e aumenta as chances de desperdício. Por isso, evita ao máximo o contato na hora da escolha.

Quando for à feira ou ao supermercado, escolha com os olhos e pegue nos alimentos somente depois que decidir qual irá levar.

9 – Recuse sacolas plásticas

Se for comprar pouca coisa, recuse a sacola plástica e leve os produtos em uma ecobag ou mesmo na bolsa ou mochila. Assim você reduz o consumo de plástico e vira um propagador da consciência ambiental.

Não deixe de explicar por que você está abrindo mão da sacolinha plástica e mostre que é possível carregar suas compras sem consumir mais plástico. E se as compras foram grandes, opte por ecobags resistentes, caixotes ou carrinhos e ajude a preservar o planeta.

10 – Cozinhe em quantidade e congele

Quando já estiver em casa com suas compras, separe um dia para preparar várias refeições para todo o mês ou a semana. Depois basta guardar no freezer e reaquecer no dia de consumi-la. Essa prática ajuda a economizar ingredientes e energia.

Os processos de descongelar e esquentar são mais econômicos do que se você fosse preparar todo o alimento de novo. Cada vez que você vai para a cozinha preparar uma refeição você consome uma enorme quantidade de água, eletricidade (geladeira, microondas, liquidificadores, etc), gás e também de alimentos, já que sempre sobra um pedaço de legume ou um punhado de tempero que termina no lixo.

Fazer tudo de uma vez evita esse tipo de desperdício e ainda poupa tempo para os próximos dias.

Imagem: Cosmopolita.
Post publicado originalmente no Autossustentável

Marca cria relógios feitos de madeira recuperada

A empresa WeWood uniu a paixão pelos relógios e pelo meio ambiente para criar os acessórios com madeira recuperada.

O processo de fabricação evita o uso de metais e ainda reaproveita o material descartado. Além disso, a marca desde o início se compromete a plantar uma árvore para cada relógio comprado. A iniciativa é realizada com o apoio da American Forests, uma organização sem fins lucrativos de conservação de árvores e florestas.

Ele não é muito resistente à água, “mas você pode considerá-lo à prova de respingos”, afirma a empresa em seu site, em tom de brincadeira.  A madeira molhada pode prejudicar algumas funções do relógio, mas isso não quer dizer que ele estragará facilmente. A WeWood também afirma que a bateria pode ser substituída em qualquer loja, quando necessário.

O fecho dos relógios é feito com metal e a marca faz questão de deixar isso claro em seu site, principalmente, para alertar os clientes alérgicos a este material. Como os produtos são feitos com 100% de madeira natural, o consumidor também precisa se atentar a qualquer tipo de alergia que o uso do produto possa causar.

Com informações do Ciclo Vivo
Imagem: WeWood/Divulgação

Honest by vende moda ecofriendly com 100% de transparência

Aberta nesta ano, a loja belga Honest by já é um exemplo de consumo responsável e venda consciente no mundo do e-commerce. Com um rol de produtos pensados ambientalmente por cinco estilistas, de diferentes partes do mundo, a marca traz peças femininas como vestidos, malhas, calças e saias e masculinas com design avançado.

Ao  escolher qualquer produto é possível realizar um filtro que classifica o artigo por: orgânicos (matéria-prima certificada), vegan (que não usam ou realizam testes em animais), skin friendly (‘amigo da pele’ na tradução literal – ou seja não causa nenhum dano à pele), reciclado (usa matéria-prima reciclada) e europeu (100% fabricado na Europa).

Como se não bastasse a ética e respeito com o ambiente, a loja é totalmente transparente com os compradores. Quem quiser saber informações detalhadas sobre os produtos, só precisa dar uma espiada no site para entender sobre cada certificado, o cálculo do preço, a procedência dos materiais, e até quanto cada designer usou de carbono.

Para desenvolver cada peça, os designers fazem uma extensa pesquisa sobre os aspectos do processo de construção e materiais de abastecimento, que envolve desde a origem dos tecidos até o uso de energia para fabricá-los – tudo ​​para assegurar que todos os elementos estão sendo produzidos de forma sustentável.

Em uma entrevista, Bruno Pieters, idealizador do projeto, disse que a Honest é a primeira empresa no mundo a compartilhar os custos total de seus produtos. A palavra Honest (honesto) refere-se ao modo pelo qual a loja opera, com uma política de transparência de 100%. “Vinte por cento do lucro obtido é dado a uma instituição de caridade escolhida pelo estilista que vendeu a peça”, conta ainda.

Fonte: Com informações de Agora Sustentabilidade
Imagem: Honest by/Divulgação

Marca gaúcha faz sapatos com matéria-prima descartada por grandes indústrias

No mercado desde 2011, a Louloux é uma marca de sapatos gaúcha comandada pelo designer Cristiano Bronzatto. Com o olhar no consumo consciente e na produção sustentável, ela consegue unir peças criativas com olhar ecológico.

É que além do design contemporâneo encontrado nos sapatos cheios de cores e textura, a maioria de suas peças é feita com retalhos de couro, verniz, tecidos metalizados e camurças que sobram da produção de grandes indústrias. O resultado? Sapatos ecofriendly com preços competitivos. Os pares custam de R$ 100 a R$ 200.

Outro ponto interessante da história da Louloux é que sucesso das marca começou com o e-commerce – as vendas eram feitas primeiramente pelo Facebook. Hoje, os sapatos viajam o Brasil por meio de lojas temporárias, muitas vezes sugeridas pelos clientes.

Flor de Lótus recupera presidiários através da moda

Desde pequena criando peças de tricô, a mineira Raquell Guimarães, dona da marca Doisélles, achou uma maneira de fazer moda sustentável. Para isso, ela se baseou em alguns preceitos como criar peças que tenham conceitos além das tendências, que respeitem o descarte e que tragam elementos culturais e emocionais nas roupas.

Mas o grande objetivo de Raquell foi a criação do grupo Flor de Lótus. A base do projeto é ensinar um ofício aos presidiários de uma penitenciária de Juiz de Fora e garantir trabalho a eles dentro (e fora) da cadeia. A história virou documentário e estreia no final de maio. Confira um teaser do projeto:

Restaurante itinerante cozinha com luz solar

Cozinhar ao ar livre utilizando apenas energia solar para elaborar os pratos é a proposta do Lapin Kulta Solar Kitchen Restaurant. Idealizado pelo designer catalão Martí Guixé e pelo chef finlandês Antto Melasniemi, o restaurante itinerante seguiu o sol pelo verão europeu e visitou uma série de cidades apresentando sua culinária solar.

Ao contrário da forma tradicional de cozinhar, o calor solar afeta o sabor e a textura dos pratos de uma forma surpreendente e positiva, produzindo uma experiência de sabor completamente diferente. Outro diferencial da cozinha-natureza é a escolha do cardápio que varia de acordo com as variações do clima.

Em um dia muito ensolarado, o menu pode ser um churrasco, já quando os dias estão mais nublados, os chefs escolhem refeições preparadas em temperaturas mais baixas ou saladas. O restaurante também testa a flexibilidade das pessoas: se chove, todos têm que se reprogramar e lidar com as variáveis da natureza.

Dá uma olhadinha na vibe das refeições ao ar livre:

Imagens: divulgação

Brinquedo polonês usa papelão reciclável para criar cidades

Criado pelo designer polonês Robert Czaijka, o Papierowe Miasto é um brinquedo com a mesma proposta do Lego: construir cidades. A diferença está na no material – ao invés de plástico é feito com papelão reciclado.

Disponível em três versões de cores, o jogo foi inspirado na vida suburbana da capital polonesa. Cada opção inclui uma variedade de itens como edifícios, veículos, árvores, lojas e pessoas. Todas as peças são impressas em diferentes cores, padrões e detalhes minuciosos como a colocação de um motorista dirigindo o ônibus.

A Cidade de Papel 1 é vermelha e azul e representa a periferia. A Cidade de Papel 2 apresenta o centro da cidade com elementos como estação de ônibus, restaurante, playground, terraço, loja de departamentos, monumento e mercado. Já a Cidade de Papel 3 tem coloração rosa e roxo e é extremamente feminina.

Imagens: Divulgação