Marca brasileira faz acessórios com câmaras de pneus e guarda-chuvas

Criada pela publicitária Adriana Tubino e a estilista Itiana Pasetti, a Vuelo é uma grife que utiliza os princípios da reutilização de materiais para fazer acessórios e bolsas de viagem. Na confecção das peças, a dupla usa desde câmaras de pneus, recolhidas de borracharias e depósitos, até náilon de guarda-chuvas.

A marca coleta, reaproveita e repensa materiais descartados e que muitas vezes vira lixo. A matéria-prima é toda brasileira e, em sua maior parte regional, para valorizar o que é feito no país e incentivar a economia.

Ao final da vida útil, as peças podem ser retornadas para que a Vuelo dê aos materiais um destino final adequado e inteligente – e impedir que voltem a ser resíduos.

Os produtos estão disponíveis no site da loja.

Dupla viaja América Latina em busca de comunidades sustentáveis

Um projeto a longo prazo, que começou em maio de 2010 e tem a previsão de acontecer até 2015, investe no reconhecimento de comunidades sustentáveis na América Latina (do México até o Brasil).

A ideia do Común Tierra – como é chamada a jornada - nasceu da brasileira Letícia Rigatti e do norte-americano Ryan Luckey. Juntos, eles têm visitado comunidades sustentáveis, ecovilas e centros de permacultura documentando ideias, técnicas e ferramentas que podem ser multiplicadas ao redor do mundo.

Toda a informação é compartilhada pelo site do projeto. Lá você pode conferir mapa multimídia (fotos e vídeos), rede de contatos entre pessoas envolvidas e interessadas, além de fornecimento de diversos conteúdos educativos sobre o tema e ainda acompanhar a trajetória deles.

Brasil Orgânico

Dirigido pelas cineastas Kátia Klock e Lícia Brancher, o documentário “Brasil Orgânico” tem como fio condutor a discussão sobre a produção de alimentos orgânicos no país.

O roteiro percorre os biomas brasileiros, apresentando a diversidade de ecossistemas, paisagens e culturas. Da pecuária no Pantanal à produção em larga escala em São Paulo, das frutas tropicais na Caatinga ao extrativismo na Floresta Amazônica; de empresas a agricultores familiares e cooperativas da região Sul.

A ideia é que o longa seja exibido na televisão, lançado em DVD e distribuído em parceria com empresas e instituições relacionadas à alimentação e ao mercado orgânico. O documentário também será disponibilizado em videolocadoras e lojas especializadas.

Brasil Orgânico (teaser) from contraponto on Vimeo.

Imagem: Fernando Stankuns via Compfight cc

Designers brasileiros desenvolvem armário funcional e ecofriendly

O projeto de uma arara para roupas, acessórios e sapatos une design funcional e materiais ecologicamente corretos. Criada pelos brasileiros André Pedrini e Ricardo Freisleben, do Oboio Design Studio, a Arara Nômade, como é chamada, é perfeita para pequenos espaços e fácil de carregar.

Compacta, feita de madeira de reflorestamento, aço e fácil de montar – basta encaixar as peças que vêm dentro de uma caixa (que vira gaveta) – a arara levou Menção Honrosa no 26º Prêmio Museu da Casa Brasileira.

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Imagens: Divulgação

Empresa brasileira desenvolve colchões de garrafas PET

Imagina dormir sobre um colchão macio que utilizou flocos de garrafas PET como preenchimento? Esta novidade vai ser possível em breve: uma empresa brasileira criou um sistema chamado PETFOM, que utilizas PET na confecção do produto.

Depois de coletadas e lavadas, as garrafas são transformadas em flocos que substituem o feltro e a espuma usados nos modelos convencionais. Um colchão de casal utiliza-se aproximadamente 1260 garrafas. A troca permitiu a otimização de custos e recursos, sem alterar o conforto e tornando o colchão 100% reciclável. Caso alguém precise descarta-lo, as fibras também podem ser reaproveitadas.

Fonte: Natura Ekos
Imagem: Pollobarba via Compfight cc

Bicicletas feitas de bambu são produzidas no Brasil

Ao invés de aço, ferro cromo, titânio alumínio e fibra de carbono, materiais habituais dos quadros de bicicletas, o designer brasileiro Flavio Deslandes escolheu o bambu como matéria-prima de fabricação das bikes.

Seu primeiro protótipo foi apresentado no 5º Congresso Internacional Mundial de Bambu em 1998. Em 2000 Flavio transferiu-se para Copenhagen, cidade conhecida por seu uso maciço e pioneiro de bicicletas como meio de transporte urbano, onde aprimorou sua pesquisa para começar a fabricar e vender as Bambucicletas para a exigente clientela na Europa

Depois, as bikes passaram a ser produzidas no Brasil em escala industrial com sua primeira unidade produtiva no estado do Rio de Janeiro e também fornecendo “know how” para o Projeto Escolas de Bicicleta da prefeitura de São Paulo, viabilizando a produção de 5 mil unidades de Bambucicletas para serem distribuídas a alunos do ensino fundamental da cidade.

A grande descoberta em suas pesquisas iniciais foi que com o bambu pode-se fazer bicicletas mais sustentáveis, bonitas, e ainda extremamente mais leves e resistentes do que uma bicicleta comum.

No site do projeto estão disponíveis duas opções: o quadro de bambu com suas conexões em alumínio, pelo preço de R$ 900; e o quadro de bambu com fibra vegetal nas suas conexões – que sai por R$ 2,2 mil. A média de preço é alta porque, segundo o fabricante,  todo o processo de produção do quadro é artesanal. Por conta do material usado, a bicicleta é mais resistente do que as convencionais e tem uma expectativa de vida em torno de 20 anos, também segundo os produtores.

Fonte: eCycle
Imagem: Divulgação

Mostra exibe objetos, fotografias e vídeos de design criados na periferia

A espontaneidade e a capacidade de improvisação da periferia de várias regiões do Brasil são o ponto de partida de uma das mais recentes exposições inauguradas no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera. Com curadoria de Adélia Borges, a exposição Design da Periferia está aberta até dia 29 de julho.

A mostra apresenta objetos, fotografias e vídeos divididos em quatro módulos: Rua – recebe os empreendimentos que ocupam o espaço urbano, os vendedores ambulantes, carroceiros de sucata, anúncios gráficos, modo de expor produtos; Casa – destaca as invenções domésticas que, nas camadas populares, confundem-se com a área coletiva; Corpo – identifica a expressão do vestir, do pentear; e Brincadeiras – traz engenhosas releituras do tradicional universo infantil.

Lá você vai ver churrasqueiras feitas de calotas velhas de pneus, postos de trabalho de vendedores ambulantes, móveis e brinquedos elaborados por pessoas simples a partir de materiais e técnicas disponíveis no lugar em que vivem são alguns dos objetos que estão na exposição. “Em geral são objetos improvisados, muitos feitos com detritos, com um resultado em que a simplicidade resulta de sofisticados raciocínios, mostrando soluções muito engenhosas”, diz a curadora.

EXPOSIÇÃO DESIGN DA PERIFERIA 
Data: 25/01 a 29/07
Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras – Parque Ibirapuera
Endereço: Rua Pedro Álvares Cabral, s/n, Moema – São Paulo/SP
Entrada gratuita

Imagem: Divulgação

Site oferece serviço de busca por moda ecofriendly inspirada em marcas famosas

Conhecidas como fast fashion, lojas de departamento como C&A, Zara, entre outras, colocam rapidamente nas prateleiras o que foi apresentado nos grandes desfiles de moda. Com isso, as roupas, os sapatos e os acessórios dessas marcas conseguem acompanhar os últimos lançamentos do mercado e impulsionam o consumismo.

Além de promover a compra de produtos de pouca durabilidade, muitas delas sofrem processos trabalhistas e utilizam matéria-prima de origem duvidosa. Mesmo assim, inspiradas pelo crescente mercado fashionista se tornam a opção de compra de quem gosta do assunto e quer estar “na moda” pagando menos.

Dentro desta perspectiva, site oferece um serviço de busca por roupas sustentáveis ou com características ecológicas. O Fashioning Change te ajuda a comprar o estilo destas lojas, só que com consciência.

Pra usar, é só logar pelo Facebook ou fazer seu cadastro e buscar o que você precisa. A procura é minuciosa e o site tem um sistema de análise do perfil para encontrar o que você selecionou. Todas os produtos vêm com descritivo desde origem do tecido e modo de fabricação. Quem sabe em breve ganhamos uma ferramenta como essa no Brasil.

Imagem: victorcamilo via Compfight cc

Designer brasileira cria ecojoias com resíduos domésticos e industriais

Faz sete anos que a brasileira Carol Barreto confecciona ecojoias reaproveitando resíduos domésticos e industriais. Na lista de materiais de suas peças encontram-se garrafas PET, alumínio e o PEAD, que são usados em colares, brincos e pulseiras.

Os primeiros acessórios foram feitos a partir de uma garrafa PET dourada. Com o passar do tempo, a designer fez cursos de moda e manipulação de joias e hoje apresenta coleções originais e com acabamento impecável.

São peças leves, originais, únicas e duradouras, feitas artesanalmente com cerca de 50% a 98% de resíduos que iriam parar em locais inadequados.

A marca vai além e sempre pensa em soluções para reduzir os impactos de sua produção. Durante a criação de uma nova peça, utiliza-se apenas água de chuva, as embalagens também são feitas de material de descarte e toda sobra da confecção segue para uma empresa recicladora.

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Imagens: Divulgação

Artista reutiliza peças de bicicletas para construir lustres esculturais

Após passar um período no Brasil e no México, a artista Carolina Fontoura Alzaga mudou-se para Los Angeles para criar uma coleção de esculturas funcionais sob a forma de lustres tradicionais. Intitulada Connect, a série de luminárias foi construída com correntes, rodas e outras peças de bicicletas antigas.

A inspiração estética veio dos lustres da era vitoriana e da cultura da bicicleta que move milhares de pessoas em todo o mundo. Como em todas as obras da artista, ela aborda questões sociais e ambientais.

Nesta coleção, Carolina debate sobre os códigos de classe, as dinâmicas de poder e a responsabilidade ecológica. O lustre tradicional é visto como uma mercadoria burguesa, uma demonstração de status e poder. As peças de bicicleta reciclados demonstram o oposto: falam da simplicidade, do livre movimento, e ainda, da reutilização de materiais que seriam descartados.

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Imagens: Divulgação