Casal viaja o mundo mostrando gastronomia sustentável

Imagina viajar o mundo em busca de pessoas que se dedicam a produzir uma alimentação socialmente responsável? É o que o casal formado pelo chef Daniel Klein e pela produtora Mirra Fine tem feito no projeto The Perennial Plate.

A dupla explora as complexidades, histórias e maravilhas por trás do sistema de alimentos das regiões por onde passa. A história começou em Minessota, aonde os dois viajaram por 52 semanas filmando curtas sobre gastronomia sustentável. Semanalmente, eles postam os vídeos com suas aventuras.

Na segunda temporada percorreram a América para apresentar a história por trás da comida, mostrando a agricultura e a caça. Em sua temporada atual, a dupla percorre a China, Japão, Índia, Sri Lanka, Espanha, Marrocos, Itália, Turquia, Argentina, México, África do Sul e Etiópia, para contar as histórias de comida e das pessoas por trás deste sistema cada vez mais ligado globalmente. Assista aos episódios aqui.

Real Food World Tour from The Perennial Plate on Vimeo.

Fonte: Gordelícias

Muito Além do Peso

O documentário “Muito Além do Peso” levanta uma discussão importante sobre a obesidade infantil e a má alimentação gerada pelo consumo de alimentos industrializados, processados e pouco nutritivos. As estatísticas indicam que 33,5% das crianças brasileiras sofrem do problema. Considerada uma epidemia, a doença tem crescido exponencialmente nas últimas décadas. Assista ao filme e reflita sobre o assunto:

Imagem: procsilas via Compfight cc

Festival em São Paulo discute aquecimento global e sustentabilidade

São Paulo sedia entre os dias 5 e 9 de dezembro um festival com foco nas mudanças climáticas. O objetivo é aproximar a população da temática do aquecimento global e mostrar que a mudança já faz parte do nosso cotidiano.

Chamado de “Festival Clímax – Vamos Direto ao Ponto?”, o evento acontece junto com as negociações sobre mudanças climáticas (CoP-18) no Qatar. Para a discussão, vão ser exibidos filmes, além das rodas de conversas e oficinas sobre alimentação, consumo consciente, ativismo e soluções locais em diferentes lugares da cidade.

Confira a programação completa aqui.

Imagem: Sprengben

Pam Warhurst: Como podemos comer nossas paisagens?

O que uma comunidade deve fazer com sua terra sem uso? Plantar comida, é claro. Com energia e humor, Pam Warhurst conta no TEDSalon a história de como ela e uma crescente equipe de voluntários se juntaram para transformar vários terrenos sem uso no Reino Unido em jardins comunitários de vegetais, e assim mudar a narrativa sobre comida na sua comunidade.

Imagem: Divulgação

Fermento caseiro para bolos e afins

Substituir os alimentos industriais por soluções feitas em casa colabora para uma alimentação mais saudável e orgânica.

Misture aos ingredientes da receita:

- 1/2 colher de chá de cremor tártaro (você encontra em muitos supermercados, ali pertinho dos temperos desidratados ou então em casas de festas que vendem chocolate em barra, embalagens, etc.)
- 1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio

Nota: essa quantidade corresponde a uma colher de chá de fermento e deve ser misturado na hora. Para maiores quantidades de fermento é só fazer a conta.

O que é Cremor Tártaro?

Utilizado nas receitas de confeitaria em geral, é um sal ácido obtido dos resíduos salinos liberados na fermentação do vinho nas paredes dos toneis. É um produto natural que consta na lista oficial da Farmacopéia Brasileira, ou seja, é inofensivo à saúde. Pequenas quantias são necessárias para obter o efeito desejado, o que lhe dá alto rendimento. Validade do Produto: 24 meses da data de fabricação.

Receita publicada originalmente no site Coletivo Verde.

Imagem: Sharyn Morrow

Envie a sua receita caseira e ajude o Projeto Contem a formar um caderno de receitas sustentáveis. Para entrar em contato, é só mandar um e-mail para projetocontem@gmail.com

Agricultura natural: caminho para uma alimentação saudável

O consultor em sustentabilidade Clovis Akira escreve para o Coletivo Verde sobre a importância de mantermos as técnicas da agricultura natural ensinadas pelo Japão.

Os japoneses possuem a maior média de expectativa de vida do mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas (ONU). O Japão, inclusive, é um dos países onde se concentra o maior número de pessoas centenárias, cerca de 40 mil.

Um dos fatores ligados a essa longevidade certamente é a alimentação, muito mais natural e saudáveldo que em países ocidentais. O histórico que os japoneses têm, por sua vez, em relação aos cuidados com a agricultura é exemplar.

Mokiti Okada e a agricultura natural

Muito antes de alguns termos como sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e alimentação natural entrarem em voga, o filósofo japonês Mokiti Okada (1882-1955), ainda na década de 30, instituiu no Japão um programa de agricultura natural, como ficou posteriormente conhecida esta prática.

Desenvolvida respeitando-se alguns princípios naturais definidos por Okada, a agricultura natural parte da tese de que o espírito é inerente não somente aos seres humanos, mas aos animais, aos vegetais e a todos os outros seres sencientes. Além disso, há uma ênfase especial ao solo, considerado como organismo vivo.
Saiba mais

A ideia é bem interessante e merece uma atenção especial. Separamos, a seguir, alguns trechos do site MegaAgro e da Fundação Mokiti Okada, a respeito da filosofia em que baseia-se este conceito de agricultura natural:

“Sendo o solo o maior organismo vivo do planeta, é de se considerar a importância do respeito que a ele se deve ter para a preservação da vida humana, em níveis espirituais e materiais, razão por que a Agricultura Natural centra, nele, a base de seu trabalho.”

“O atual excesso de alimentos contaminados por agrotóxicos lançados nas plantas e no solo tem resultado no aumento crescente de doenças, o que contribui para a elevação do índice de pobreza e de conflitos na vida humana. Isso requer uma responsabilidade consciente para a produção e o abastecimento de alimentos verdadeiros e sadios, indispensáveis para a criação de uma sociedade saudável, próspera e pacífica.”

Post publicado originalmente no Coletivo Verde
Imagem: Divulgação

Restaurante itinerante cozinha com luz solar

Cozinhar ao ar livre utilizando apenas energia solar para elaborar os pratos é a proposta do Lapin Kulta Solar Kitchen Restaurant. Idealizado pelo designer catalão Martí Guixé e pelo chef finlandês Antto Melasniemi, o restaurante itinerante seguiu o sol pelo verão europeu e visitou uma série de cidades apresentando sua culinária solar.

Ao contrário da forma tradicional de cozinhar, o calor solar afeta o sabor e a textura dos pratos de uma forma surpreendente e positiva, produzindo uma experiência de sabor completamente diferente. Outro diferencial da cozinha-natureza é a escolha do cardápio que varia de acordo com as variações do clima.

Em um dia muito ensolarado, o menu pode ser um churrasco, já quando os dias estão mais nublados, os chefs escolhem refeições preparadas em temperaturas mais baixas ou saladas. O restaurante também testa a flexibilidade das pessoas: se chove, todos têm que se reprogramar e lidar com as variáveis da natureza.

Dá uma olhadinha na vibe das refeições ao ar livre:

Imagens: divulgação

Pic-Nic promove trocas de sementes, mudas e ideias ecológicas

Nadia Cozzi, consultora de alimentos e blogueira do Coletivo Verde, foi a um encontro no parque focado no aprendizado sustentável.

O Parque da Luz em São Paulo, o mais antigo jardim da cidade, recebeu último 22 de abril, um pessoal bem especial que organiza já pelo 2º ano um piquenique de troca de sementes e mudas que saúdam a nova estação que chega.

Desta vez eram as sementes de outono e fui recebida pela simpatia da Juliana que explicou que a cada troca de estação eles organizam esse evento. Trata-se de uma rede de amigos interessados em cuidar, cultivar e semear mais verde na vida e nas cidades.

Estavam felizes porque desta vez somavam com o pessoal do movimento dos Hortelões Urbanos, um grupo que nasceu no HUB Escola de Inverno em 2011 e tem cultivado sabedorias e trocado informações no grupo do Facebook. Finalmente muitos iriam se conhecer pessoalmente.

Chama-se Pic-Nic, porque é para levar amigos e família e também nossas receitinhas especiais para experimentar e trocar. A preocupação com o Meio Ambiente está nas recomendações para participar do encontro: Tragam canecas, bonés, repelente natural, banquinhos portáteis, podem ir de bicicleta ou metrô (ao lado da estação da Luz e Tiradentes), alegria e carinho com a Natureza e os participantes, cuidado com nosso próprio resíduo e cadernetas para anotar as informações e aprendizados trocados. Também adoramos quem opta por vir de bicicleta ou a pé!

Participe da próxima edição

As próximas edições já estão marcadas para 22 de julho de 2012, saudando o inverno e 23 de setembro, quando chega a primavera. Os organizadores são Árvores Vivas (Ju Árvore Cor-Amores), Viveiro Arborizando (Daniela Pastana Cuevas) e Hortelões Urbanos (Tatiana Achcar e Claudia Visoni).

Post publicado originalmente no site Coletivo Verde

Aprenda e escolher alimentos orgânicos

A colaboradora Andrea Gorestein, do site Ser Sustentável com Estilo, fala sobre os benefícios de uma alimentação saudável

Há uma grande discussão entre os profissionais de saúde e nutrição acerca dos benefícios propiciados pelo consumo de produtos orgânicos, e vamos tentar expor os principais pontos dessa controvérsia. Os benefícios mais incontroversos gerados pela agricultura orgânica dizem respeito à redução da poluição dos solos, contaminação de mananciais de água e preservação da biodiversidade, todos severamente afetados pela agricultura tradicional. Pode parecer pouco, mas o impacto da opção pelos orgânicos é tão relevante que é tema de políticas públicas em toda a Europa, como medida de preservação da água doce e da qualidade dos solos agricultáveis.

Os pontos controversos existem, claro, e também pretendemos falar claramente sobre eles:

1) Ausência de comprovação científica dos benefícios derivados do consumo de orgânicos. Embora  pareça razoável imaginar que um vegetal cultivado sem adubos químicos ou agrotóxicos seja uma opção mais saudável, nenhum estudo científico conseguiu, até o presente, comprovar essa premissa.
2) Alimentos orgânicos são mais saborosos: mito ou verdade? Outro ponto controverso: embora consumidores preferenciais de orgânicos abordem recorrentemente a questão do sabor, colocando que os produtos da agricultura tradicional não têm o mesmo sabor, vários grandes chefs já se pronunciaram – e realizaram testes cegos! – contrariamente à essa tese. A qualidade da verdura estaria mais ligada ao solo em que foi produzido do que ao tipo de adubamento e defensivos utilizados. Aparentemente, a crença de que o produto é mais saudável interferiria mais na percepção do sabor do que a forma como ele foi cultivado.
3) Qual é a origem desse produto? A questão esbarra numa regulamentação jurídica incompleta, que tem avançado a passos lentos. No Brasil, como nos EUA, é possível rotular virtualmente qualquer produto com uma etiqueta ORGÂNICO, independente do seu conteúdo. Posso vender ácido clorídrico como ORGÂNICO? Pode. E esmalte com formaldeído? Também pode. Nesse aspecto, a regulamentação europeia está anos à frente, e a etiqueta BIO assegura que o produto que você comprou respeita diretrizes rígidas, fiscalizadas por órgãos multilaterais e entidades privadas. A certificação de produtos BIO avança a passos largos em todos os setores, atraindo consumidores que buscam alternativas éticas, mais naturais ou menos agressivas para o ambiente.

Mas e no Brasil, como posso ter segurança de que aquele produto – porque, frequentemente, pagarei mais caro – realmente obedece a diretrizes mínimas de cultivo orgânico?

Bom, não é fácil. Existem selos de certificação – mas o modo mais seguro é buscar sempre adquirir orgânicos mais proximamente do produtor. Conhecer a pessoa e seus valores, ou o grupo a quem ele está vinculado, fornece boas pistas sobre os cuidados com a produção. Essa aproximação têm vários bônus: você recebe frutas e verduras bem mais frescas, menos transportadas, elas durarão mais, o preço costuma ser mais baixo do que nos supermercados – e você ainda remunera melhor o agricultor!

As capitais do país, em regra, têm grupos que estimulam práticas de agricultura sustentável e esse é um meio fácil de buscar uma boa fonte produtora de orgânicos. Os grupos vegetarianos e veganos, em regra, se organizam para apoiar estas iniciativas – ou seja, se você tem uma amiga veggie, ela não deve ter dificuldade em te indicar um local seguro para você adquirir alimentos variados e mais saudáveis. Várias universidades federais e rurais mantém ou estimulam grupos de agricultura familiar orgânica. É excelente poder se engajar nessa cadeia, mesmo que seja apenas como elo consumidor.

Quer cuidar da sua beleza e aumentar a qualidade de vida? Comece pela alimentação!

Post publicado originalmente no site Ser Sustentável com Estilo
Imagem: Faith Goble

O Veneno está na mesa

O agronegócio transformou o Brasil no maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Muitos dos produtos usados nas plantações do país estão proibidos em quase todo o mundo por conta do risco que apresentam à saúde. O vídeo abre debate sobre a alimentação do brasileiro e sobre o modelo agrário manipulador a que a população está submetida. Assiste ao trailer do filme.

Direção: Silvio Tendler